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O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou nesta terça-feira (26/5) a investigação contra o ex-senador Romero Jucá (MDB) por suposta corrupção. O caso, ligado à aprovação de uma resolução do Senado considerada favorável à Odebrecht, foi encerrado por falta de provas concretas.

A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que acatou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR concluiu que não havia elementos suficientes para prosseguir com as apurações, que se originaram de delações da Operação Lava Jato.

Entenda o caso

  • A investigação apurava se Romero Jucá teria solicitado vantagem indevida em troca de apoio à Resolução nº 13/2012 do Senado.
  • Depoimentos de Marcelo Odebrecht e ex-executivos da construtora foram a base das acusações.
  • A PGR apontou que as acusações se baseavam essencialmente em depoimentos de colaboradores, sem provas independentes.
  • Alexandre de Moraes afirmou que não foram encontrados indícios mínimos de prática de corrupção.

O ministro Alexandre de Moraes destacou em sua decisão a “completa ausência de indícios reais de prática de ilícito penal”. Segundo a PGR, embora representantes da Odebrecht tenham frequentado o Senado durante a tramitação da proposta, essa presença isoladamente não configura irregularidade. A Procuradoria também ressaltou que Jucá foi o autor da proposta legislativa, mas não há demonstração de que sua atuação parlamentar tenha sido mediante pagamento de propina ou fora das atribuições do cargo.

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Além de Romero Jucá, as investigações contra os ex-ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel, e o ex-senador Gim Argello, também foram arquivadas pelo STF. O tribunal manteve a possibilidade de reabertura do caso caso novas provas surjam.

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