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Os dados foram divulgados no sábado (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e referem-se ao período logo após a realização do segundo turno das eleições presidenciais. A Auditoria Fiscal do Trabalho já iniciou a análise dos casos reportados.
Em todo o Brasil, o Ministério recebeu 4.305 denúncias no mesmo período. Roraima e Tocantins apresentaram os menores números entre as unidades da federação, com 17 registros cada, seguidos por Sergipe, que contabilizou 22 ocorrências. Na Região Norte, o total de denúncias somou 299, com o Pará liderando com 130 casos, seguido pelo Amazonas (52), Acre e Rondônia (29 cada) e Amapá (25).
São Paulo concentrou o maior número de registros em nível nacional, com 1.325 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259). Estes números correspondem aos três primeiros dias de funcionamento de um canal específico criado pelo MTE para receber manifestações sobre o tema.
Investigação das denúncias
As denúncias recebidas em Roraima estão sob análise da Auditoria Fiscal do Trabalho, que também conduz fiscalizações para apurar as situações relatadas. O Ministério ressalta que o simples registro de uma denúncia não configura assédio eleitoral; a confirmação depende da investigação dos fatos.
Em casos confirmados de assédio ou discriminação, a fiscalização pode resultar na lavratura de autos de infração e no encaminhamento das informações a outros órgãos públicos para as devidas providências. O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando empregados são submetidos a ameaças, constrangimentos ou discriminação por suas escolhas políticas, ou quando empregadores utilizam sua posição para interferir na liberdade de voto.
Como denunciar
Trabalhadores que se sintam vítimas ou testemunhem casos de assédio eleitoral podem registrar suas denúncias de forma sigilosa. Os canais disponíveis para isso são o próprio Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT). As manifestações são encaminhadas aos órgãos competentes para avaliação e adoção das medidas cabíveis.
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