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A Prefeitura do Cantá entregou na sexta-feira (31/10) o Centro Social das Mulheres Indígenas na comunidade Campinho, região do Canauanin. O espaço, nomeado em homenagem à professora Luiza Rosa Tomaz, visa o acolhimento e o fortalecimento das mulheres indígenas locais.

A construção do centro foi viabilizada por uma emenda parlamentar do deputado estadual Marcos Jorge (Republicanos-RR). O objetivo é oferecer oportunidades de acolhimento, valorização cultural e desenvolvimento social para as mulheres da comunidade e de regiões próximas.

A deputada estadual eleita Darbi de Jesus também esteve presente e destacou a importância do centro para a preservação da cultura e o empoderamento feminino.

“Nós já fazemos um trabalho importante através do Movimento Mulheres Republicanas e, agora como deputada, vamos contribuir ainda mais para empoderar e garantir espaço para todas as mulheres do nosso Estado. E este Centro chega para fortalecer a cultura indígena e garantir renda e acolhimento para as mulheres da comunidade Campinho”, afirmou.

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O prefeito André Castro agradeceu ao deputado Marcos Jorge e reforçou o compromisso da gestão com a população.

“A palavra é gratidão. Seguimos firmes e fortes com o compromisso de estar sempre cuidando e melhorando a qualidade de vida da população do Cantá”, disse.

Homenagem à Professora Luiza Rosa Tomaz

Luiza Rosa Tomaz, indígena da etnia Wapichana, nasceu em 1965 na Terra Indígena Canauanim. Dedicou sua vida à comunidade, atuando na educação, em trabalhos comunitários e no incentivo ao esporte, à cultura e ao lazer. Sua trajetória é um instrumento de resistência simbolizando a importância da educação para a preservação dos saberes ancestrais. a luta por uma comunidade unida participativa, desenvolvida e fortalecida. Luiza faleceu em março de 2021, vítima da COVID-19, deixando um legado como guardiã da cultura, da língua e dos direitos do seu povo, e como quem transformou a escola em um espaço de resistência e fortalecimento territorial.

O centro também oferecerá um ponto de apoio para a comercialização de produtos da agricultura familiar e do artesanato indígena. A iniciativa visa garantir renda e acolhimento para as mulheres da comunidade Campinho, além de manter viva a cultura originária.

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