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O agricultor D. P, de 69 anos, e S. S, de 53 anos, foram presos no último domingo (30/6) em Uiramutã, no interior de Roraima. Ambos são investigados pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) por crimes de violência sexual contra uma criança de 11 anos. Os suspeitos são pai e avô da vítima, respectivamente.

A prisão preventiva foi cumprida pela Delegacia de Polícia de Pacaraima, com base em ordens judiciais expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Pacaraima, do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (TJRR). A investigação teve início após a vítima relatar os abusos à mãe, que procurou o Conselho Tutelar de Uiramutã.

Segundo a vítima, o pai cometeu violência sexual entre agosto e setembro de 2025. A investigação policial apurou que a criança também foi vítima de violência sexual praticada pelo avô, de forma reiterada, entre 2023 e 2025, sempre no ambiente familiar. Durante o interrogatório, o avô confessou o crime.

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A vítima também revelou ter sido agredida sexualmente por um tio. A Polícia Civil instaurou um procedimento específico e representou pela prisão preventiva do investigado C. B, de 43 anos. A prisão foi cumprida em ação integrada da PCRR com a Polícia Militar de Roraima (PMRR) em Uiramutã, no dia 25 de junho.

As investigações ainda identificaram outro caso de violência sexual atribuído ao pai da criança, desta vez contra outra filha dele. Os fatos foram apurados pela Polícia Civil e integram os procedimentos conduzidos pela Delegacia de Polícia de Pacaraima.

O delegado Valdir Tomasi destacou o compromisso da instituição no enfrentamento a crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.

“Este é um caso de extrema gravidade, em que as investigações revelaram um ciclo de violência praticado justamente por pessoas que deveriam proteger a vítima. A atuação rápida da Polícia Civil, aliada à coragem da vítima em relatar os fatos e ao trabalho integrado com a rede de proteção, foi fundamental para reunir as provas, representar pelas prisões e retirar esses investigados do convívio social. Reforçamos que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes deve ser denunciada para que possamos agir de forma imediata e responsabilizar os autores”, disse Tomasi.

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