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Roraima registrou um total de 471 mortes por doenças não transmissíveis (DNTs) até maio de 2026. O levantamento abrange quatro grupos principais: diabetes mellitus, doenças cardiovasculares, doenças respiratórios crônicas e neoplasias. Os dados reforçam a importância de medidas contínuas de prevenção e diagnóstico precoce.
O Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Painel de Monitoramento da Mortalidade por CID-10, contabilizou no país 22.163 óbitos por diabetes, 124.942 por doenças cardiovasculares, 16.832 por doenças respiratórias crônicas e 93.889 por neoplasias no mesmo período. No estado de Roraima, as estatísticas apontam 47 mortes por diabetes, 225 por doenças cardiovasculares, 17 por doenças respiratórias crônicas e 182 por neoplasias.
O alerta sobre os riscos associados às DNTs é reforçado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em alusão ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro. Em 2026, a campanha mundial tem como tema “Cuidados seguros para doenças não transmissíveis”
com o lema “Safe care for life!” (Cuidados seguros para a vida toda).
O desafio da segurança do paciente
As doenças não transmissíveis, também conhecidas no Brasil como doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), são uma das principais causas de morte globalmente. Em 2021, a OMS registrou mais de 43 milhões de óbitos por DNTs, o que representa cerca de 75% das mortes não relacionadas à pandemia naquele ano. Desses, aproximadamente 80% das mortes prematuras (antes dos 70 anos) ocorreram em países de baixa e média renda.
“Quando falamos em doenças não transmissíveis, é importante entender que a prevenção começa antes do diagnóstico e continua ao longo de toda a vida. A identificação dos fatores de risco, o acompanhamento periódico e a detecção precoce permitem agir mais cedo e reduzir a possibilidade de complicações. Mesmo quando a doença já está instalada, manter o acompanhamento e seguir corretamente o tratamento são fundamentais para preservar a qualidade de vida”, explica Maurício Perroud, médico clínico geral e membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
A OMS destaca que o contato frequente com os serviços de saúde, comum em pacientes com DNTs, pode aumentar os riscos de falhas de comunicação, erros de medicação e problemas na continuidade da assistência. A organização estima que cerca de 10% dos pacientes sofrem algum dano durante o atendimento, sendo que metade desses danos poderia ser evitada. No tratamento de câncer, até um em cada três pacientes pode sofrer eventos adversos.
A prevenção de complicações e o avanço das DNTs envolvem a modificação de fatores de risco como tabagismo, sedentarismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e poluição do ar.
“Na prática, isso significa que cuidar da saúde não se resume a procurar atendimento quando aparece um sintoma. Consultas periódicas, realização de exames indicados, controle de doenças já diagnosticadas, uso correto dos medicamentos e atenção aos sinais de alerta também fazem parte da segurança do paciente”, ressalta dr.
Perroud.
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