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Trabalhadores brasileiros podem ser convocados para trabalhar em feriados, mas a obrigatoriedade e os direitos associados dependem de autorização legal e de acordos coletivos. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece regras específicas para o funcionamento de empresas nesses dias, com particularidades para setores considerados essenciais.
A regra geral, segundo Fernanda Mathiasi, especialista em Direito do Trabalho e professora da Estácio, é que o funcionamento em feriados exige negociação prévia com o sindicato da categoria. No entanto, uma regulamentação recente alterou esse panorama para atividades essenciais.
Para os funcionários dessas empresas, a convocação é parte do poder de direção do empregador, sendo a prestação de serviço obrigatória quando determinada.
A especialista ressalta que, caso a empresa determine o funcionamento, os empregados devem comparecer. Negociações sobre banco de horas ou outras formas de compensação podem ocorrer, mas o trabalho em si é compulsório se ordenado pelo empregador. A remuneração, quando o trabalho é autorizado pela legislação, deve ser paga em dobro.
O descanso semanal remunerado é garantido independentemente de trabalhar aos domingos ou feriados.
Em relação ao trabalho aos domingos, a legislação permite que homens trabalhem até três domingos consecutivos, com um domingo no mês obrigatoriamente de folga. Para mulheres, a CLT e os tribunais determinam um descanso dominical intercalado.
Diante das mudanças e das diferentes regras por categoria, especialistas recomendam que trabalhadores consultem suas convenções coletivas e busquem orientação junto ao sindicato ou ao RH da empresa para esclarecer dúvidas sobre escalas, remuneração e compensação de jornada. Conhecer os direitos é fundamental para evitar irregularidades.
Direitos trabalhistas em feriados
A especialista Fernanda Mathiasi esclarece que, para os trabalhadores de setores essenciais, a convocação para trabalhar em feriados é uma prerrogativa do empregador.
"Se a empresa determinar a abertura e o funcionamento, os funcionários ficam à disposição e devem trabalhar. O que pode acontecer é uma negociação, por exemplo, utilizando banco de horas ou outra forma de compensação, mas a prestação de serviço é obrigatória quando determinada pelo empregador", afirmou.
Remuneração e descanso
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