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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) deu continuidade, na manhã desta sexta-feira (15/8), ao simpósio “Recuperação de Ativos e Asfixia Financeira do Crime”. O evento, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) e o Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR), busca aprimorar o combate ao crime organizado.

Especialistas debateram instrumentos jurídicos para a gestão e recuperação de bens apreendidos, além de estratégias de inteligência financeira, lavagem de dinheiro e investigação patrimonial. A delegada-geral da PCRR, Simone Arruda, destacou que o encontro fortalece a atuação conjunta entre as instituições.

A Delegacia de Recuperação de Ativos (DRA), criada em dezembro de 2025, amplia a atuação da Polícia Civil para além da responsabilização criminal.

Investigação financeira

O juiz federal Gustavo Chies Cignachi, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) ministrou o painel “Medidas Assecuratórias e Bens Apreendidos: Decisão, Gestão e Efetivação”. Ele ressaltou que o Brasil possui ferramentas jurídicas para a recuperação de ativos e gestão de bens apreendidos, mas que é preciso utilizá-las de forma integrada e estratégica.

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O delegado Felipe Alcântara, chefe da Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro da Polícia Federal (PF) abordou “Inteligência Financeira, Lavagem de Dinheiro e a Repressão ao Crime Organizado”. Ele avalia que o conhecimento sobre o tema precisa ser transformado em ações efetivas.

Na quinta-feira (13), o simpósio já havia discutido estratégias para descapitalizar organizações criminosas no painel “Além da Responsabilização Penal: investigação financeira e recuperação de ativos no combate à corrupção e aos crimes tributários”. O debate foi conduzido pelo delegado Cassiano Cabral, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS). Ele apresentou métodos para identificar movimentações financeiras suspeitas e rastrear patrimônio, demonstrando como a investigação pode avançar para além da autoria e materialidade do crime.

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