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A Caravana da Proteção levou ações de prevenção à violência contra crianças e adolescentes para a comunidade indígena Moscow, em Bonfim, nesta sexta-feira (15/8). A iniciativa, realizada na Escola Estadual Indígena Tuxaua Cícero da Silva Pereira, reuniu estudantes, professores e servidores em atividades de orientação e capacitação.

Para os mais jovens, a programação abordou o reconhecimento de situações de violência, direitos previstos na legislação e caminhos para buscar ajuda. Professores e servidores participaram de oficinas sobre identificação de sinais de violência, escuta adequada e encaminhamento aos órgãos responsáveis.

A ação é desenvolvida pelo Departamento de Proteção Social Especial (DPSE), da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), dentro do Projeto Mosaico. Criado em 2024, o projeto já alcançou mais de 8.500 pessoas nos 15 municípios de Roraima, com atividades em mais de 40 comunidades indígenas.

Atuação integrada

A programação incluiu orientações sobre a Lei da Escuta Protegida e informações sobre os serviços do Centro de Atendimento Integrado (CAI) 18 de Maio, unidade da Setrabes que atende crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual. Participaram da ação representantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Polícia Civil, Polícia Militar, Poder Judiciário, Conselho Tutelar, Centro Socioeducativo (CSE), Projeto Mosaico e CAI 18 de Maio.

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Para o delegado de Bonfim, Juliano Bruno, a informação sobre os canais de denúncia precisa chegar às comunidades.

“Precisamos que a informação chegue até a delegacia, seja por meio das lideranças indígenas, professores ou Conselho Tutelar. A partir do registro do boletim de ocorrência, a Polícia Civil instaura o procedimento para apuração do caso”, afirmou.

O aluno Sergino da Silva reforçou a importância de buscar ajuda.

“Em caso de crimes, a gente não deve ter medo de procurar ajuda, procurar as pessoas em quem temos confiança para levar as pessoas más à Justiça”, comentou.

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