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A Câmara Municipal de Boa Vista aprovou, em votação única, um projeto de lei que institui o Programa Municipal de Inclusão Digital da Pessoa Idosa. A iniciativa, proposta pela vereadora Carol Dantas (PSD), visa capacitar idosos com 60 anos ou mais no uso seguro de celulares, computadores e serviços digitais, além de protegê-los contra golpes virtuais.

O programa oferecerá acesso gratuito a cursos de alfabetização tecnológica, abordando desde o uso básico de smartphones e tablets até a utilização de aplicativos de comunicação, redes sociais, serviços públicos online e operações bancárias digitais. O objetivo é promover a autonomia e a segurança dos idosos no ambiente online.

Prevenção a golpes e fraudes

Um dos focos centrais do projeto é a capacitação dos idosos para identificar e evitar fraudes digitais. Os participantes receberão orientações sobre como reconhecer mensagens suspeitas, links maliciosos e outras táticas usadas por criminosos. A vereadora Carol Dantas destacou a importância da iniciativa:

"Hoje, muita coisa que antes era resolvida presencialmente passou para o celular. Consulta médica, documentos, banco e até a comunicação com a família. Queremos dar condições para que os nossos idosos possam fazer tudo isso com mais autonomia e, principalmente, com segurança para não se tornarem vítimas de golpes"

O projeto também prevê o ensino de operações bancárias digitais, como consulta de saldo, transferências e pagamento de contas, sempre com ênfase na segurança.

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Uso de estruturas existentes e parcerias

Para a execução das atividades do Programa Boa Vista Digital, o projeto prevê a utilização de espaços públicos já existentes no município, como Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Convivência de Idosos, bibliotecas, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e escolas municipais. A disponibilidade desses locais será avaliada para não comprometer os serviços regulares.

A proposta também incentiva a participação de jovens e estudantes como instrutores voluntários, promovendo a troca intergeracional de conhecimentos. Universidades, organizações da sociedade civil, empresas de tecnologia e entidades do Sistema S poderão colaborar por meio de parcerias e cooperação técnica.

Segundo o texto aprovado, a implantação do programa ocorrerá sem a criação de novas despesas obrigatórias, priorizando a estrutura e o voluntariado já existentes.

A proposta segue agora para as demais etapas do processo legislativo.

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