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A Polícia Federal pediu o arquivamento de um inquérito contra o ex-prefeito de Iracema, Jairo André Ribeiro Sousa, por falta de elementos mínimos que comprovem os crimes de corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O relatório final foi encaminhado à Justiça Eleitoral.

A investigação, desdobramento da Operação Voto de Cabresto, teve início após a prisão em flagrante de Jairo em agosto de 2025. Na ocasião, a Justiça relaxou a prisão por considerar que não havia situação de flagrante para os crimes investigados. O inquérito prosseguiu para apurar se o material apreendido justificaria uma investigação autônoma.

Durante a operação, foram apreendidos R$ 4 mil em espécie, listas com nomes e valores, um veículo Toyota SW4 e documentos da Prefeitura de Iracema. Contudo, diligências posteriores não confirmaram que esses elementos comprovassem os crimes investigados por si sós.

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A PF ressaltou que, apesar de listas de eleitores terem sido encontradas, não foi possível provar o pagamento ou promessa de valores em troca de votos. Indícios de ocultação de patrimônio para lavagem de dinheiro e de associação criminosa autônoma também não foram suficientes para a continuidade da apuração.

O relatório sugere que os elementos coletados sejam aproveitados no inquérito principal da Operação Voto de Cabresto, que segue em andamento, para evitar duplicidade de apurações. O caso de Jairo Ribeiro também é investigado na Operação Cyclic Impetum, que apura suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos durante sua gestão, com contratos sob suspeita de movimentar mais de R$ 6 milhões.

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