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O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou Gabriela Vitória Nascimento da Silva, 25 anos, flagrada com 33,05 quilos de skunk no Aeroporto Internacional Atlas Brasil Cantanhede, em Boa Vista. A mulher tentava embarcar com a droga em um voo com destino a Belo Horizonte. A denúncia foi oferecida nesta quinta-feira (7/8) pela Promotoria de Justiça Criminal Especializada em Crimes de Tráfico de Drogas.

A abordagem ocorreu na madrugada de 31 de julho, durante uma fiscalização de rotina da Polícia Federal no saguão de embarque. Gabriela apresentou informações desencontradas sobre sua viagem, levantando suspeitas dos agentes. Ela relatou ter vindo de ônibus de Manaus para Boa Vista, um trajeto incomum para quem embarcaria em voo para a capital mineira.

Questionada sobre o conteúdo das malas, a passageira mudou a versão inicial de que transportava farinha, afirmando, em seguida, não saber exatamente o que levava. O equipamento de raio-X do aeroporto indicou grande quantidade de material orgânico nas bagagens. Diante da recusa em fornecer as senhas dos cadeados, as malas foram abertas à força.

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No interior das bagagens, os policiais encontraram 30 tabletes da droga, totalizando 33,05 quilos de skunk. O MPRR destacou em sua denúncia que o skunk possui uma concentração de tetrahidrocanabinol (THC) significativamente maior que a da maconha comum, o que potencializa seus efeitos nocivos à saúde e aumenta o risco de dependência e danos neuropsiquiátricos. O volume apreendido poderia abastecer o mercado ilegal com milhares de doses.

O promotor de Justiça Marco Antônio Bordin de Azeredo, responsável pela denúncia, considerou a apreensão um golpe na logística do tráfico de drogas.

Gabriela Vitória Nascimento da Silva responderá pelo crime de tráfico de drogas, com a causa de aumento de pena prevista para o tráfico interestadual. A pena para este crime pode chegar a 25 anos de reclusão.

Entenda

  • A droga apreendida é do tipo skunk, com concentração de THC superior à da maconha comum.
  • A suspeita alegou inicialmente transportar farinha, mas depois mudou a versão, dizendo não saber o conteúdo das malas.
  • A Polícia Federal precisou abrir as malas à força após a suspeita se recusar a fornecer as senhas dos cadeados.
  • A apreensão de 33,05 kg de skunk é considerada um golpe na logística do tráfico regional.

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