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A Procuradoria da República em Roraima (PR/RR) realizou um evento em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado em 9 de agosto. A programação ocorreu na unidade da PR/RR e reuniu servidores, membros e colaboradores em uma manhã dedicada ao conhecimento e à valorização da cultura dos povos originários.
A iniciativa buscou aproximar os servidores da riqueza cultural indígena, mostrando como manifestações como o grafismo preservam a memória, transmitem conhecimento, fortalecem identidades e expressam a relação dos povos indígenas com seus territórios e suas tradições.
Palestras
A programação iniciou com duas palestras ministradas pelas indígenas wapichanas Íria Maionara e Mirla Saldanha. Íria abordou os “Direitos dos Povos Indígenas”, com foco nos direitos constitucionais assegurados aos originários e na importância de combater desinformações e estereótipos.
“Falar de direitos indígenas é essencial. Se olharmos para o contexto histórico do Brasil, observamos que foram séculos de direitos negados, além da sua identidade, dos seus costumes, das suas histórias, porque não poderiam se manifestar em uma sociedade que era preconceituosa. Não havia respeito aos direitos da autodeterminação, das suas organizações, costumes e línguas. Direito indígena não é privilégio, é o reconhecimento de que o Brasil é composto por povos indígenas que resistiram e que precisam ainda buscar a efetivação desse direito garantido pela Constituição”, explicou Íria.
Em seguida, Mirla Saldanha apresentou “O significado do grafismo indígena”, detalhando símbolos, materiais, diferenças entre etnias e o significado cultural e espiritual das pinturas.
Cultura e Tradição
Grafismo, Artesanato e Gastronomia
Nimeyara Silvério, junto com Mirla Saldanha, conduziu a oficina de grafismo indígena com pintura corporal. Durante a atividade, foram explicados os materiais usados e as diferenças nos traços entre as etnias Macuxi, Wapichana, Yanomami e Taurepang, além dos significados sociais, espirituais e culturais das pinturas e das ocasiões em que são tradicionalmente utilizadas.
Os participantes puderam conferir exposição de artesanato indígena, com peças como panelas de barro, cestarias e biojoias. Também houve degustação de alimentos tradicionais, entre eles damurida, caxiri, vinho de buriti e de bacaba. O servidor Artur Martins experimentou a damurida pela primeira vez. “Achei gostoso, mas bem apimentado”, comentou.
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