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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside a Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami do Senado Federal, levantou questionamentos sobre a aplicação de R$ 2,2 bilhões destinados a ações emergenciais na Terra Indígena Yanomami. A parlamentar busca esclarecimentos sobre a distribuição dos recursos entre diferentes órgãos federais e os resultados obtidos com as iniciativas.

Durante uma reunião realizada em São Gabriel da Cachoeira (AM), com lideranças indígenas e representantes do governo federal, Damares Alves detalhou que apenas uma parte dos fundos ficou sob a gestão da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O restante foi alocado para outras instituições responsáveis por diversas frentes de atuação no território.

"Tem dinheiro que foi para a Embrapa, para fazer pesquisa de solo, para poder ter plantações; para o GSI, pra fiscalizar fronteira; tem dinheiro que foi para universidades; então, não ficou tudo com a Funai", afirmou a senadora, defendendo que a destinação exata dos valores e a execução das ações previstas sejam detalhadas.

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A presidente da Funai, Lúcia Baré, destacou os desafios de gerir um território de mais de 9 milhões de hectares, que abrange 37 regiões e 438 aldeias. Ela explicou que o órgão atua em frentes como proteção territorial, segurança alimentar, promoção de renda e assistência social.

Na mesma reunião, o presidente da Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira, Messias de Souza (PT) enfatizou a necessidade de garantir que os recursos destinados à saúde indígena cheguem efetivamente às comunidades. O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami, Maurício Yekuana, apontou gripes e doenças diarreicas como os principais problemas de saúde enfrentados pela população local.

Representantes do Exército também participaram do encontro, apresentando informações sobre operações de proteção territorial e combate à presença de invasores estrangeiros na região.

Anteriormente, na quinta-feira (29), a subcomissão visitou a Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), em Manaus, para verificar as condições de atendimento aos Yanomami. Dados apresentados indicaram uma redução de 53% nas mortes por desnutrição grave e de 50% nos casos de malária desde 2023, com cobertura vacinal infantil acima de 70%.

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