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O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), programa da Secretaria Especial da Mulher (SEM) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), completa 17 anos de atuação nesta terça-feira (18/8). O órgão oferece acolhimento, orientação e encorajamento a mulheres vítimas de violência.
A diretora da SEM, Glauci Gembro, destaca que o Chame expandiu suas ações para além do atendimento direto.
“Foram criados novos projetos voltados à prevenção, fortalecimento da autoestima, suporte à família e acompanhamento psicológico”, afirmou.
A iniciativa busca cuidar da mulher.
Entenda
- O Chame oferece atendimento multidisciplinar, incluindo acompanhamento psicológico e social.
- Projetos como o grupo terapêutico “Flor de Lótus” e o grupo reflexivo reconstruir buscam o empoderamento e a reeducação de agressores.
- O programa também atua no acolhimento infantil com o projeto cuidar para Curar, voltado a crianças que presenciaram violência doméstica.
- Iniciativas como aulas de defesa pessoal e a campanha “Mechas de Esperança” visam o resgate da identidade e autoestima das mulheres.
Rede de Proteção
A rede de atendimento do Chame inclui atividades de lazer, como aulas de dança, e oficinas de defesa pessoal. O programa também realiza caravanas nos municípios do interior, levando serviços de cidadania e orientação às mulheres. Para as pacientes em tratamento contra o câncer, a campanha “Mechas de Esperança” arrecada lenços e doa fios de cabelo para a confecção de perucas, em parceria com o Centro Oncológico de Roraima (Cecor).
Ela ressaltou a importância da parceria: “Essa parceria é muito importante porque as pacientes se sentem acolhidas de alguma forma”
.
O grupo terapêutico “Flor de Lótus” foi criado para complementar o atendimento psicológico individual, oferecendo um espaço de escuta e troca de experiências. Glauci Gembro relatou que o programa já acumula histórias de superação.
“Recebo ligações de pessoas dizendo que, depois do atendimento, voltaram a ver a mãe sorrindo. É isso que nos motiva. Quando uma mulher recupera a vontade de viver, percebemos que todo o trabalho valeu a pena”, contou.
Para homens autores de violência doméstica que cumprem medidas judiciais, o grupo reflexivo reconstruir realiza encontros duas vezes por semana. Cerca de 65 participantes frequentam atualmente a iniciativa.
O projeto cuidar para Curar foca no acompanhamento de crianças que presenciaram violência doméstica, oferecendo assistência psicológica e social a mais de 20 crianças. Assistentes sociais realizam visitas domiciliares para avaliar as condições das famílias e encaminhá-las a programas sociais do Estado.
A professora Regina Rocha, de 56 anos, buscou o Chame em 2024 em um período de vulnerabilidade emocional. Ela relatou que o acompanhamento multidisciplinar, incluindo psicólogas, terapeutas, assistentes sociais e advogadas, foi fundamental em seu processo de recuperação. A participação no grupo “Flor de Lótus” marcou uma fase de renascimento.
“Foram necessárias várias terapias para eu compreender que estava imersa em um ciclo abusivo e que precisava romper a situação, além de buscar meus direitos e denunciar”, comentou.
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