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A Prefeitura de Boa Vista iniciou a instalação de 200 ovitrampas em 14 bairros da capital para intensificar o monitoramento do mosquito Aedes aegypti. A estratégia, que começou nesta segunda-feira (17/8) no bairro Equatorial, visa identificar as áreas com maior incidência do vetor causador de dengue, zika e chikungunya.

Agentes de Combate às Endemias (ACE) estão visitando os imóveis para instalar as armadilhas e orientar os moradores sobre a importância da participação. A coleta das palhetas das ovitrampas, que ocorre entre cinco e sete dias após a instalação, permitirá à Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), direcionar as ações de prevenção e controle.

Maria Silvia de Azevedo, Agente de Combate às Endemias há quase 15 anos, ressaltou a importância da colaboração popular.

"É uma ação que requer muito a participação dos moradores, para que aceitem receber a armadilha. Isso nos dá a garantia de conhecer a procedência dos mosquitos e a resistência aos inseticidas que usamos. É um trabalho muito importante para saber sobre o desenvolvimento do mosquito e quais áreas são mais afetadas pela presença dele", afirmou.

Monitoramento em parceria

Matheus Vasconcelos, morador do Equatorial desde 2018, já recebeu as equipes de endemias em sua residência. Ele destacou a relevância do projeto para o controle das arboviroses.

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"Foi explicado quando eles vieram aqui semana passada sobre como ia funcionar e qual o objetivo da armadilha. Eu acho bem interessante porque a gente não tem todo esse acompanhamento, no geral, em algumas localidades. É bem interessante a gente ter um projeto desenvolvido para isso, visando ao controle, à prevenção e à redução dos riscos", contou.

Marlon da Silva, outro morador do Equatorial, também aderiu à iniciativa.

"A gente também procura fazer a nossa parte, mantendo o espaço limpo e evitando qualquer lugar que possa acumular água. É um trabalho que ajuda a prevenir o mosquito e cuidar da saúde de todo mundo", disse.

A escolha dos 14 bairros para receber as ovitrampas considerou o cenário epidemiológico e a ocorrência de casos prováveis de arboviroses. As ações de prevenção e controle do mosquito, como visitas domiciliares e eliminação de criadouros, continuam em paralelo ao monitoramento.

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