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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) denunciou nesta quinta-feira (6/8) a grave situação de violência e abandono enfrentada por profissionais de saúde indígenas. Ela descreveu a realidade como “.tenebrosa.” e cobrou do governo federal um plano de segurança para as equipes que atuam em aldeias.

A parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Senado, fez o pronunciamento durante audiência pública para debater as condições de trabalho da categoria. A mobilização ocorre após o assassinato do agente de saúde Geovane Yanomami, ocorrido na Terra Yanomami, em Roraima, uma semana depois de lideranças sindicais alertarem o Senado sobre os riscos na região.

Profissionais em isolamento

Relatos apresentados à comissão indicam que as equipes chegam a passar 30 dias ininterruptos em campo, sem acesso a comunicação externa. Essa incomunicabilidade os torna alvos fáceis e dificulta o acionamento de forças policiais em casos de emergência ou invasão das bases sanitárias. A estrutura precária também expõe os trabalhadores a contaminações, como malária, e a ataques de animais silvestres, com pouca chance de resgate rápido.

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Damares Alves ressaltou que a crise de insegurança afeta diretamente os povos originários, muitos dos quais compõem o quadro de trabalhadores da saúde.

“Esse profissional precisa ser valorizado e precisamos entender como está a situação de segurança. Hoje a gente vai estudar especificamente o direito e a segurança desse trabalhador em campo”, concluiu a parlamentar.

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