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O deputado federal Zé Haroldo Cathedral (União) apresentou um Projeto de Lei que visa fortalecer o combate à exploração sexual infantil na internet e ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A proposta, que altera o Estatuto Digital da Criança, impõe novas obrigações a redes sociais, aplicativos e plataformas de compartilhamento de conteúdo.

O projeto determina que empresas de tecnologia implementem ferramentas mais eficazes para identificar, bloquear e remover conteúdos relacionados ao abuso sexual infantil. Além disso, a proposta prevê um aumento na fiscalização das plataformas e um reforço no apoio às investigações conduzidas pelas autoridades.

Zé Haroldo Cathedral ressaltou que o Congresso Nacional já aprovou em 2025 o ECA Digital, conhecido como Lei Felca, um avanço significativo na proteção de menores no ambiente virtual. Contudo, o parlamentar argumenta que a legislação atual necessita de aprimoramentos para coibir a circulação de crimes online, que muitas vezes se escondem em milhões de arquivos compartilhados diariamente.

Segundo o deputado, o crescimento desses crimes exige respostas mais ágeis, fiscalização rigorosa e o emprego de novas tecnologias para impedir a disseminação de material criminoso. Dados do National Center for Missing & Exploited Children indicam que mais de 32 milhões de arquivos suspeitos de abuso sexual infantil foram denunciados apenas em 2023.

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As medidas previstas no projeto incluem sistemas para reconhecer imagens criminosas já identificadas pelas autoridades, ferramentas para detectar conteúdos suspeitos envolvendo crianças e tecnologias de inteligência artificial para localizar novos materiais de abuso antes que se disseminem.

A proposta também obriga as empresas a divulgarem informações detalhadas sobre a quantidade de conteúdos ilegais identificados, o tempo de remoção do material e o número de casos encaminhados às autoridades. Um painel público online com dados sobre as ações das plataformas digitais será criado, visando maior transparência para pais, responsáveis e a sociedade.

As plataformas terão prazos distintos para se adequar às novas regras, com empresas maiores necessitando implementar os mecanismos de proteção em menor tempo, dependendo do número de usuários. O objetivo é acelerar a remoção de conteúdos criminosos, dificultar a ação de abusadores e fortalecer a proteção de crianças e adolescentes.

Entenda

  • O projeto de Zé Haroldo Cathedral altera o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
  • Empresas de tecnologia deverão adotar ferramentas mais modernas para identificar e remover conteúdos de abuso sexual infantil.
  • A proposta amplia a fiscalização sobre plataformas digitais e fortalece o apoio às investigações.
  • Dados de 2023 indicam mais de 32 milhões de arquivos suspeitos de abuso sexual infantil denunciados.
  • Um painel público online será criado para dar transparência às ações das plataformas na proteção de menores.

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