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Dois pesquisadores da Física da Universidade Federal de Roraima (UFRR) integram um projeto multi-institucional aprovado pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) para o desenvolvimento de novos fármacos contra a malária. Os professores Gabriel Zazeri e Denise Andrade do Nascimento foram selecionados na Chamada Multi-Institucional CNPEM Norte-Nordeste 2026.
A iniciativa, que visa fortalecer a pesquisa científica e a cooperação entre instituições das regiões Norte e Nordeste do Brasil, recebeu 56 propostas e selecionou seis projetos. A proposta aprovada, na área de Bioeconomia e Biotecnologia Regional, é coordenada pelo professor Fernando Berton Zanchi e conta com a participação da Embaixadora do CNPEM pelo Amazonas, professora Isabelle Bezerra Cordeiro. Pesquisadores da Fiocruz Rondônia, Embrapa Rondônia, Fiocruz Amazônia e Universidade Federal do Amazonas (UFAM) também integram o projeto.
O objetivo é descobrir e caracterizar compostos bioativos de origem amazônica, com foco em moléculas da castanheira (Bertholletia excelsa), que possam atuar sobre proteínas do parasita da malária. A pesquisa combinará ferramentas computacionais e ensaios experimentais.
O trabalho envolverá a triagem computacional de moléculas promissoras, seguida de testes experimentais para verificar a capacidade de inibir proteínas do Plasmodium. Compostos mais promissores serão estudados com técnicas como difração de raios X e radiação sincrotron, utilizando a infraestrutura do SIRIUS, acelerador de partículas brasileiro.
Para Denise Andrade do Nascimento, a aprovação representa uma conquista significativa para o desenvolvimento científico de Roraima.
“Recebi com muita alegria a aprovação do projeto. Participar dessa iniciativa vinculada ao CNPEM que é um dos mais importantes centros de pesquisa científica e tecnológica do Brasil é uma oportunidade significativa. Acredito que este seja mais um importante passo para fortalecer a pesquisa, a formação de novos pesquisadores e o desenvolvimento científico e tecnológico roraimense”, observou a professora.
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