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A paçoca de carne, iguaria tradicional de Roraima, foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do estado pela Lei Estadual nº 2.108/2025. Em 2025, Boa Vista também recebeu o título de Capital Nacional da Paçoca de Carne com Farinha, pela Lei Federal nº 15.195/2025, reforçando a importância da receita para a identidade roraimense.

Para Alda Amorim, superintendente de Turismo da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), a preservação da paçoca é fundamental para manter viva a memória do estado.

"A paçoca de carne representa muito da nossa história e da identidade do povo roraimense. É um alimento ligado às nossas raízes, à vida no campo, às famílias e aos encontros em torno da mesa. É uma receita simples, mas carregada de memória afetiva e tradição, transmitida de geração em geração. Quando reconhecemos a paçoca como patrimônio cultural, estamos dizendo que ela não é apenas comida: é parte da história de Roraima", afirmou Alda Amorim.

O Boa Vista Junina e o recorde mundial

A paçoca de carne tem ganhado projeção nacional e internacional, especialmente através do evento Boa Vista Junina. A tradição de preparar a Maior Paçoca do Mundo começou em 2015 com 500 kg. Em 2024, o preparo atingiu 1.356 kg e entrou para o Guinness World Records. Em 2026, um novo recorde foi estabelecido com 1.593,5 kg, mobilizando dezenas de profissionais e fornecedores de Roraima e distribuindo a iguaria para cerca de 10 mil pessoas.

O prefeito de Boa Vista, Marcelo Zeitoune, destacou o orgulho que a iguaria traz para a cidade.

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"A paçoca faz parte da história de quem nasceu aqui e de quem escolheu Roraima para viver. É um sabor que lembra família, tradição e a nossa própria identidade. Quando Boa Vista leva essa cultura para um evento como o Boa Vista Junina e consegue apresentá-la para o Brasil e para o mundo, estamos valorizando aquilo que é nosso. Hoje, temos orgulho de sermos a Capital Nacional da Paçoca de Carne com Farinha e de ver essa tradição sendo preservada e passada para as próximas gerações", declarou Zeitoune.

A projeção da paçoca fortalece o turismo local. Alda Amorim explica que experimentar a culinária típica é uma forma de o visitante se conectar com a história e os costumes do destino.

"Quando valorizamos a paçoca, transformamos um elemento da nossa identidade em uma experiência para quem visita Boa Vista e Roraima. O turista prova o prato, mas também conhece a história, os ingredientes, os costumes e as pessoas que mantêm essa tradição viva. Isso fortalece nossos restaurantes, empreendedores, produtores e toda a cadeia do turismo. A paçoca acaba se tornando também uma marca do destino", disse a superintendente.

Recentemente, Boa Vista sediou o encontro "Patrimônio Criativo de Boa Vista: Tempo, Identidade, Inclusão Produtiva e Renda", promovido pela Prefeitura em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O evento discutiu a preservação cultural e sua relação com a identidade e a geração de renda.

A superintendente Alda Amorim ressaltou a importância de envolver as novas gerações na preservação da paçoca.

"Quando uma criança ou um jovem conhece a história da paçoca e entende por que ela é importante para Roraima, estamos fortalecendo o sentimento de pertencimento. O patrimônio precisa estar vivo, presente no cotidiano e ser constantemente transmitido, valorizado e celebrado", concluiu.

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