Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) participa, entre 24 e 28 de agosto, da Mobilização Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas. A ação, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), contará com dois pontos de coleta de material genético de familiares de desaparecidos em Boa Vista e Rorainópolis.

Os perfis genéticos coletados serão encaminhados ao Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). Lá, poderão ser comparados com materiais de pessoas vivas cuja identidade seja desconhecida e de pessoas falecidas ainda não identificadas. A participação de Roraima na mobilização foi anunciada nesta quarta-feira (19/8), em coletiva de imprensa na Delegacia-Geral.

A delegada-geral da PCRR, Simone Arruda, destacou que a iniciativa representa mais uma frente de atendimento às famílias enlutadas.

“É uma mobilização voltada para auxiliar todos aqueles familiares que possuem pessoas desaparecidas. A participação da imprensa é de suma importância para que possamos ampliar essa informação e encontrar essas pessoas”, afirmou.

Investigação de desaparecidos

O delegado titular do Núcleo de Investigação de Pessoas Desaparecidas (NIPD), Carlos Henrique Freitas, explicou que a investigação de um desaparecimento começa no momento em que o fato é comunicado à Polícia Civil. Não é necessário aguardar 24 horas para registrar a ocorrência. A partir do boletim de ocorrência, o NIPD inicia as diligências necessárias.

O NIPD está realizando uma força-tarefa para revisar boletins de ocorrência em aberto, analisando individualmente os casos, as diligências já efetuadas e as providências pendentes. O trabalho também visa identificar ocorrências em que a pessoa já foi localizada, mas a informação ainda não foi atualizada no sistema.

Rorainópolis: Idoso é preso após ser condenado por estuprar a própria neta

Voltar ao início.

DNA como ferramenta de identificação

A perita oficial Érica Veras detalhou que a mobilização nacional incorpora a coleta de material genético de familiares ao trabalho de identificação. O procedimento é simples e indolor, utilizando um dispositivo semelhante a um swab, passado na parte interna da bochecha para obtenção do material biológico. A perita criminal Gabriela Bueno demonstrou o procedimento aos jornalistas.

Após o processamento, o perfil genético do familiar é inserido no BNPG. O banco de dados permite o confronto com perfis genéticos obtidos em diferentes estados brasileiros.

A identificação de pessoas desaparecidas pode utilizar diferentes métodos, dependendo do material disponível. Entre os procedimentos estão a análise de impressões digitais, arcada dentária e exames de DNA. A coleta de material genético dos familiares e a identificação de restos mortais são procedimentos distintos, mas podem integrar o mesmo processo de busca pela identidade de uma pessoa.

Voltar ao início.

Pontos de coleta em Roraima

Em Boa Vista, a coleta será realizada no Instituto de Criminalística Perito Criminal Dimas Almeida, localizado na Rua José Pinheiro, nº 952, bairro Liberdade. Em Rorainópolis, o atendimento ocorrerá no Núcleo Regional de Perícia Forense, na Avenida Dra. Yandara, s/nº, bairro Pantanal.

A preferência é pela coleta de familiares de primeiro grau da pessoa desaparecida, seguindo prioritariamente a ordem de pais, filhos, genitor do filho da pessoa desaparecida e irmãos. Para o atendimento, é necessário apresentar documento oficial de identificação e informações do boletim de ocorrência, como número do registro, Estado onde foi feito e delegacia responsável. Sempre que possível, o familiar deve levar uma cópia do boletim. Objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida que possam conter material biológico, como escova de dentes, também podem ser apresentados para avaliação da perícia.

Voltar ao início.

Comentários (0)

Entre na sua conta para comentar.

Entrar

Carregando comentários…