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Um homem de 49 anos, identificado como G. S, foi indiciado pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) por aplicar golpes contra nove pessoas em Boa Vista. O suspeito se passava por advogado, prometendo resolver ações judiciais, conseguir indenizações e liberar benefícios financeiros, mas recebia pagamentos antecipados e não prestava os serviços. O prejuízo estimado para as vítimas ultrapassa R$ 19 mil.

A investigação, conduzida pelo 2º Distrito Policial (DP) revelou que o investigado utilizava a falsa condição de para ganhar a confiança das vítimas. Segundo o delegado Vinicius do Vale Oliveira, os primeiros fatos analisados ocorreram em 30 de abril de 2025, quando uma mulher de 65 anos teve um prejuízo de R$ 500,00. A identificação de outros casos com características semelhantes foi crucial para a investigação.

Modus operandi

Em 23 de novembro de 2025, outra mulher teve prejuízo estimado em R$ 2.000,00. Poucos dias depois, em 2 de dezembro de 2025, outros dois casos foram registrados: uma mulher de 51 anos perdeu R$ 3.000,00 e um homem de 44 anos, R$ 6.000,00. Parte dos pagamentos foi comprovada por transferências via PIX, além de valores em espécie.

A mulher de 51 anos foi a primeira a procurar a Polícia Civil, relatando ter contratado G. para uma demanda judicial. Acreditando ser um profissional habilitado, ela pagou mais de R$ 3 mil em honorários e despesas, e chegou a indicar o investigado para familiares. O companheiro dela, de 44 anos, também relatou ter entregue R$ 6 mil ao suspeito, que apresentou um documento para conferir aparência de legitimidade ao golpe.

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As diligências realizadas junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) confirmaram que G. não possuía inscrição válida. A investigação também apontou que ele teria utilizado indevidamente o número de inscrição de outro profissional.

“Essa confirmação foi importante para a investigação porque demonstrou que a condição de advogado apresentada às vítimas era falsa. Ele utilizava essa falsa identidade profissional justamente para conquistar credibilidade”, informou o delegado.

Novos casos surgiram durante a investigação: em 2 de fevereiro de 2026, uma mulher de 48 anos teve prejuízo de R$ 500,00; em 6 de março, um homem de 49 anos relatou prejuízo de R$ 5.000,00; em 15 de março, outra mulher perdeu R$ 900,00; e em 17 de abril, uma mulher de 28 anos teve prejuízo de R$ 500,00. O último fato identificado ocorreu em 7 de maio de 2026, quando outra mulher teve prejuízo de R$ 550,00.

O relatório final aponta que, após receber os valores, o investigado deixava de prestar o serviço, dificultava o contato ou apresentava justificativas para a demora. Em algumas situações, apresentava documentos para conferir aparência de legalidade às fraudes. A Polícia Civil reuniu boletins de ocorrência, declarações, comprovantes de PIX, documentos do investigado e resposta oficial da OAB para comprovar os crimes. No dia 10 de junho de 2026, Vinicius do Vale representou pela prisão preventiva do investigado e pelo bloqueio de suas contas bancárias.

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