Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação
Profissionais de saúde do Estado e de cinco municípios de Roraima se reúnem em Pacaraima nesta segunda-feira (24) e terça-feira (25) para discutir a integração das ações de Vigilância em Saúde e o fortalecimento da prevenção no território. A oficina regional busca aprimorar a implementação da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa promove o diálogo entre Vigilância Ambiental, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária, Atenção Primária à Saúde e Atenção às Urgências e Emergências, aproximando a vigilância da rotina dos serviços municipais. A programação inclui mesa de abertura, debates sobre os desafios da integração e palestras com representantes do Ministério da Saúde, Conasems, Conass, Anvisa e Conselho Nacional de Saúde. Atividades em grupo analisarão as particularidades dos territórios e elaborarão propostas para a PNVS.
Segundo Valdirene Cruz, coordenadora-geral de Vigilância em Saúde da Sesau (Secretaria de Saúde), o objetivo é ampliar a atuação conjunta e priorizar medidas preventivas.
“Na prática, a implementação significa trabalhar de forma mais integrada entre as vigilâncias e a atenção primária, trazendo a prevenção como foco principal. Com isso, conseguimos atuar no território, evitar agravos e desafogar a rede hospitalar e de especialidades”, explicou.
O encontro também permite que os municípios apresentem dificuldades e discutam soluções para a rotina dos serviços, considerando as características de cada região e buscando aprimorar a gestão das ações de vigilância.
Fronteira exige atenção integrada
A escolha de Pacaraima para a oficina aborda desafios específicos de um município de fronteira. O fluxo constante de pessoas entre Brasil e Venezuela aumenta a necessidade de articulação das ações de vigilância e acompanhamento das condições de saúde locais.
Helder Seixas Fernandes destacou que a realidade local exige uma estrutura preparada.
“Pacaraima tem um desafio muito grande por ser um município de fronteira. Temos uma fronteira seca com a Venezuela e precisamos fortalecer a Vigilância em Saúde para atender tanto a população local quanto a população imigrante”, afirmou.
Ao final da oficina, espera-se que as discussões contribuam para ampliar a integração entre Estado e municípios, fortalecer a prevenção e aprimorar a resposta dos serviços às necessidades de cada território.
Comentários (0)
Entre na sua conta para comentar.
EntrarCarregando comentários…














