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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump definiram um prazo de 30 dias para que suas equipes apresentem uma proposta de solução para o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos. O anúncio foi feito após uma reunião de mais de três horas na Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7).

Durante o encontro bilateral, os líderes discutiram principalmente as tarifas de exportação e a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O Brasil defendeu o encerramento da apuração.

Cooperação contra crime organizado

Lula anunciou que o governo brasileiro lançará um plano de combate ao crime organizado "na semana que vem" e que ficou acertada a cooperação entre os dois países para asfixiar financeiramente organizações criminosas transnacionais.

"Precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções", afirmou o presidente brasileiro em coletiva de imprensa após a reunião.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, equipes da Receita Federal brasileira e a contraparte norte-americana farão operações conjuntas para bloquear o contrabando de armas e o tráfico ilegal de drogas sintéticas provenientes dos EUA.

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Investimentos em minerais estratégicos

Outro ponto central da discussão foi a exploração de minerais críticos e terras raras, fundamentais para componentes eletrônicos de alta tecnologia. Lula informou a Trump sobre a aprovação da lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Trump classifica encontro com Lula como "muito bom"

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, com cerca de 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China. Apenas 25% do território nacional foi mapeado, indicando potencial ainda maior.

"Qualquer um que quiser, o Brasil estará aberto a construir parceria. O que nós não queremos é ser meros exportadores dessas coisas", garantiu Lula.

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Questão de vistos e comitiva

O presidente brasileiro entregou a Trump uma lista de autoridades e familiares brasileiros que ainda sofrem restrições de vistos norte-americanos. Entre as pessoas afetadas estão a filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ministros do Supremo Tribunal Federal.

Faziam parte da comitiva presidencial os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César; da Fazenda, Dario Durigan; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa; de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que discutiu "muitos tópicos" com Lula, incluindo questões comerciais e de tarifas, e chamou o brasileiro de "um presidente muito dinâmico". O norte-americano classificou o encontro como "muito produtivo".

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