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A busca digital tradicional, focada em alcançar o topo do Google, está sendo redefinida pela inteligência artificial (IA). A visibilidade em mecanismos de busca convencionais já não é o único fator de relevância para marcas na internet, segundo levantamento compilado pela Gluz Digital com base em estudos internacionais. Empresas como Smallpdf, Hostinger e Babbel já sentem essa mudança.
O consumidor moderno, ao invés de digitar palavras-chave e navegar por links, faz perguntas diretas a sistemas como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity. O Google também introduziu os chamados AI Overviews, resumos automáticos que entregam a resposta pronta, muitas vezes dispensando a necessidade de clicar em qualquer site. Esse fenômeno, pode reduzir o tráfego orgânico entre 20% e 50% em alguns setores, conforme estimativas da McKinsey.
Diante desse cenário, as empresas precisam adaptar suas estratégias. A Gluz Digital compilou estudos que indicam a necessidade de investir em ações de autoridade, como a obtenção de backlinks de qualidade em sites brasileiros e publicações em veículos relevantes. Isso visa ampliar a presença tanto nos mecanismos de busca tradicionais quanto nas respostas geradas por IA.
Adoção corporativa da IA
O relatório "The State of AI 2025", da McKinsey, aponta que 88% das empresas já usam IA em alguma área um aumento em relação aos 78% do ano anterior. No entanto, dois terços delas ainda estão em fase de testes. Atualmente, 62% das organizações experimentam agentes de IA, mas apenas 39% relataram retorno financeiro.
Metade dos consumidores já recorre a buscadores turbinados por IA, uma mudança que deve movimentar US$ 750 bilhões em receitas até 2028. Um alerta importante é que ter uma marca forte não garante visibilidade nas respostas de IA; apenas 16% das empresas acompanham como se saem nesses ambientes.
Isso significa que uma empresa bem posicionada no Google pode desaparecer quando um usuário pergunta ao ChatGPT qual fornecedor escolher. O cenário abre espaço para novas abordagens, como Generative Engine Optimization (GEO) e Answer Engine Optimization (AEO).
Desconexão entre Google e IA
Estudos acadêmicos revelam uma desconexão entre o ranking do Google e a seleção feita pela IA. Uma análise de 2026 no arXiv observou que os resumos de IA aparecem em 13,7% das buscas gerais, subindo para 64,7% quando a pergunta é completa. Surpreendentemente, quase 30% dos sites citados pela IA não figuravam entre os primeiros resultados do Google.
Pesquisadores do MIT também constataram que os sistemas de IA tendem a puxar informações de um grupo menor de fontes, reduzindo a variedade de conteúdos.
Com os resumos ocupando o espaço antes destinado aos links, o SEO tradicional ganha novas camadas. Não bastam mais estrutura técnica e autoridade de domínio. A credibilidade do conteúdo, a consistência editorial e a presença em veículos reconhecidos tornam-se cruciais. A Luminoo, um marketplace que conecta empresas e publishers, surge como solução para campanhas de SEO e Link Building, ajudando marcas a aparecerem tanto nos buscadores tradicionais quanto nas respostas de IA.
Especialistas recomendam que empresas invistam em conteúdo de autoridade e original, ampliem a presença em veículos confiáveis com ações de backlinks de qualidade e fortaleçam especialistas como porta-vozes. Além disso, é fundamental unir SEO Off Page, branding, relações públicas e marketing de conteúdo em um plano integrado.
"O clique continua importante. Mas as empresas vão precisar construir confiança suficiente para que a inteligência artificial também as enxergue como fontes confiáveis", conclui Guilherme da Luz.
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