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A Guiana começou a receber imigrantes deportados dos Estados Unidos após um acordo de cooperação migratória firmado com o governo de Donald Trump. O primeiro grupo, composto por seis pessoas de Cuba e do Afeganistão, chegou ao país na sexta-feira (4). As autoridades guianenses afirmaram que os deportados não possuem antecedentes criminais e foram retirados dos EUA principalmente por questões migratórias.
O acordo permite que a Guiana receba temporariamente estrangeiros em processo de deportação dos Estados Unidos, mesmo que não sejam cidadãos guianenses. Esta iniciativa faz parte da política norte-americana de enviar deportados para países terceiros. Segundo o governo da Guiana, apenas pessoas previamente avaliadas, sem antecedentes criminais e que aceitem voluntariamente a transferência serão encaminhadas. Georgetown também se reserva o direito de analisar cada caso e rejeitar a entrada de qualquer indivíduo indicado pelos Estados Unidos.
Os estrangeiros serão assistidos pelo Programa de Retorno Voluntário Assistido implementado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) agência vinculada ao sistema das Nações Unidas. Durante sua permanência na Guiana, os deportados aguardarão a definição de sua situação migratória, podendo posteriormente retornar ao país de origem ou seguir para outro destino. O acordo não prevê a permanência definitiva desses indivíduos em território guianense.
O secretário de Relações Exteriores da Guiana, Robert Persaud, informou à Associated Press que o entendimento foi alcançado após meses de negociação com Washington e terá duração inicial de um ano. O governo guianense declarou que não arcará com os custos de manutenção dos estrangeiros recebidos pelo programa. As despesas com transferência, recepção, alojamento e assistência serão cobertas pelo acordo, com operacionalização da OIM, que também prevê apoio e acesso à comunicação com familiares e representantes legais.
A Guiana se junta a outros países da região, como Belize, São Cristóvão e Névis e Santa Lúcia, que também aderiram a iniciativas semelhantes dentro da Comunidade do Caribe (Caricom). O governo do presidente Irfaan Ali classificou o acordo como mais uma etapa da aproximação entre Guiana e Estados Unidos que nos últimos anos ampliaram a cooperação em áreas como energia, comércio, investimentos, segurança e diplomacia.
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