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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) anunciou que o Senado Federal realizará uma diligência oficial à Terra Indígena Yanomami após o período eleitoral. A comitiva, que pode reunir até 33 parlamentares, tem como objetivo auditar a aplicação de R$ 2,1 bilhões em verbas extraordinárias destinadas pelo Governo Federal para o enfrentamento da emergência sanitária na região. A informação foi dada durante coletiva de imprensa em Boa Vista, neste sábado (5/9).
Damares Alves, que preside a Subcomissão Permanente dos povos indígenas Yanomami, afirmou que a comissão externa já aprovou o requerimento por unanimidade. A senadora negocia o apoio logístico da Força Aérea Brasileira (FAB) para o transporte dos parlamentares até os polos de atendimento na reserva. A fiscalização in loco buscará apurar a persistência de casos graves de malária, desnutrição, assassinatos em conflitos e a distribuição de alimentos.
A parlamentar questionou a centralização dos recursos em órgãos federais e defendeu que a gestão direta pelo Governo de Roraima ou municípios poderia garantir maior eficiência. Mas a política fala que é Funai, Sesai e outros órgãos. Esse dinheiro ficou só nos órgãos federais. Queremos entender para onde foram esses recursos, completou.
Diagnóstico nacional
Durante a coletiva, Damares Alves traçou um diagnóstico crítico da segurança pública e da economia no país. A senadora afirmou que o momento atual exige maturidade política nas urnas para compor bancadas experientes na Assembleia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
"O Brasil está entregue ao narcotráfico, nós nos tornamos um narcoestado. Economicamente o Brasil não está bem, nós estamos no pior momento na área da segurança e da economia. O tempo do grito já passou e não resolveu nada, agora é articulação e entregas", discursou.
Processo contra Moraes e bastidores em Brasília
Acompanhada da senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR), Damares comentou a movimentação no Congresso sobre os pedidos de impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e do Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet. As duas senadoras assinam a peça formulada pela oposição. Damares Alves explicou que o processo depende de rito regimental e não deve ser votado no plenário do Senado ainda este ano.
"O pedido de impeachment tem um rito. O último que o Brasil viveu demorou cerca de um ano e um mês. Nós não temos tempo este ano. Quando voltarmos das eleições teremos novembro e dezembro, o que não é suficiente para cumprir o rito de prazos de defesa e oitiva de testemunhas", explicou.
A senadora também saiu em defesa do ministro André Mendonça após a inclusão do magistrado em desdobramentos de inquéritos no Supremo, classificando a decisão de Moraes como uma demonstração de "perseguição e imaturidade".
Empreendedorismo feminino e suporte familiar
Candidatas do partido responderam a questionamentos da imprensa sobre políticas públicas para o eleitorado feminino. A senadora Roberta Acioly defendeu que a expansão de creches em tempo integral no estado é a medida principal para garantir a inserção e permanência das mães no mercado de trabalho.
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