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O Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, liberou R$ 72 milhões para a primeira chamada do Programa Desafios da Amazônia. A iniciativa, lançada pela Iniciativa Amazônia +10, visa financiar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) focados em soluções para a sociobioeconomia da região.
A chamada pública busca propostas que respondam a cinco desafios centrais: expansão da cadeia do açaí nativo; fortalecimento de meios de vida de povos das florestas com valorização da castanha e outros produtos não madeireiros; potencial da cultura do cacau; fortalecimento do babaçu e cadeias da sociobiodiversidade na transição Amazônia-Cerrado; e desenvolvimento da economia das águas com manejo pesqueiro sustentável. As propostas devem abordar, no mínimo, quatro subdesafios e superar obstáculos científicos e tecnológicos.
As Redes de Pesquisa e Inovação, compostas por Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) e Organizações Socioprodutivas (OSP), são as proponentes. Órgãos públicos, ONGs e outras parceiras também podem participar. O prazo para submissão de propostas na primeira fase vai de 1º de junho a 1º de setembro.
A Iniciativa Amazônia +10, aliança de agências financiadoras de CT&I ligada ao Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), foi lançada em 2022. Seu objetivo é apoiar a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico sobre a floresta tropical e o desenvolvimento sustentável da região.
O investimento total da nova chamada é de R$ 107,1 milhões. Além dos R$ 72 milhões do Fundo Amazônia, administrados pela Fundação Arthur Bernardes (Funarbe), R$ 35,1 milhões são contrapartidas das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) participantes.
Serão selecionados de 9 a 12 projetos, com duração máxima de 36 meses. Cada projeto poderá solicitar entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões do Fundo Amazônia, com a complementação das FAPs podendo elevar o financiamento para até R$ 10 milhões por projeto.
A chamada é a primeira etapa do Programa Desafios da Amazônia, que busca aproximar ciência, tecnologia e inovação das necessidades locais, promovendo soluções endógenas e valorizando conhecimentos tradicionais. O programa, anunciado com R$ 150 milhões do Fundo Amazônia, conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Embaixada da França no Brasil.
A seleção ocorrerá em duas fases. A primeira exige uma pré-proposta, seguida de mentorias para as aprovadas. Na segunda etapa, as propostas finais detalhadas serão apresentadas. Recursos poderão ser destinados à aquisição de equipamentos, adaptações de infraestrutura e bolsas para integrantes de associações e cooperativas.
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