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O Governo de Roraima reuniu nesta terça-feira (11/8) representantes do setor produtivo para discutir os impactos da estiagem no estado e alinhar ações preventivas. A reunião atendeu a uma solicitação de entidades do agronegócio e contou com a participação de órgãos estaduais como a Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), o Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR), a Defesa Civil Estadual, a Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação e o Instituto de Terras e Colonização de Roraima (Iteraima).

Também estiveram presentes representantes de cooperativas e associações, como a Cooperativa Agropecuária e Agroindustrial dos Piscicultores de Roraima (Coparr), Cooperativa Agropecuária de Roraima (Coopercarne), Serra Verde, Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Roraima (Aprosoja Roraima) e a Federação das Indústrias do Estado de Roraima (Fier).

Durante o encontro, foram debatidas as condições climáticas atípicas para o período, com temperaturas elevadas e redução de chuvas, que já afetam a produção agrícola e pecuária. A possibilidade de reconhecimento de situação de emergência em razão da estiagem foi apresentada pelo setor produtivo e será analisada pelos órgãos competentes.

Ações preventivas contra incêndios e escassez hídrica

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima, coronel Anderson de Carvalho, alertou para o aumento de incêndios florestais já em agosto, o que é incomum para a época. Ele destacou a importância do diálogo com o setor produtivo para a construção de medidas que reduzam as perdas e reforçou a necessidade de evitar o uso do fogo durante a estiagem. Proprietários de terra foram orientados a manter seus terrenos limpos e a obter autorização da Femarh para qualquer uso de fogo.

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Setor produtivo relata perdas e pede apoio

Representantes dos produtores apresentaram ao Governo do Estado os impactos já identificados nas atividades agrícolas e pecuárias. O presidente da Coopercarne, Nadisson Pinheiro, relatou que os efeitos da estiagem atingem inicialmente a agricultura e podem repercutir na pecuária, dada a integração entre as atividades.

O presidente da Aprosoja Roraima, Murilo Ferrari, informou perdas de produtividade de cerca de 50% na atual safra de soja.

A Fier também manifestou apoio aos produtores rurais, destacando em nota que os efeitos da redução da produção ultrapassam os limites das propriedades rurais e alcançam diferentes segmentos da economia, com reflexos na indústria, comércio, serviços, transporte, geração de empregos e renda.

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