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A iniciativa, que utiliza a abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), concorre na Categoria 1, voltada para a Educação Infantil, e está entre os 150 melhores projetos do país.
O projeto, desenvolvido pela professora Elizângela Santos Bastos, busca trabalhar conceitos de sustentabilidade, reciclagem e responsabilidade socioambiental de forma lúdica. Ele se alinha à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovendo a conexão entre escola, famílias e comunidade. A proposta visa também conectar o ensino, a aprendizagem à investigação científica, à sustentabilidade e aos desafios contemporâneos vivenciados no cotidiano escolar.
A ideia surgiu da necessidade de cobrir o parquinho da escola, que ficava muito quente devido ao sol intenso. Os alunos sempre diziam: Tia, está muito quente! Eu não aguento! Vamos para a sala.
Em vez de uma cobertura convencional, a escola optou por envolver as crianças na construção, transformando-a em uma experiência de aprendizagem.
A segunda fase do projeto envolve a execução da proposta e atividades práticas. Na terça-feira (11/8), Dia do Estudante, os alunos pintaram garrafas PET e participaram de dinâmicas de identificação de materiais por tato. Atividades de separação de resíduos também foram realizadas para ensinar a importância do descarte correto.
A arrecadação das garrafas PET conta com o apoio da comunidade escolar. A gestora Laiz Furman Tomé destacou que a sustentabilidade é um pilar da escola.
“É gratificante para nós, enquanto escola, evidenciar um projeto que é feito rotineiramente. A sustentabilidade é algo em que precisamos focar constantemente, porque, a partir dela, conseguimos construir um mundo melhor e mostrar às nossas crianças a importância de cuidar do que é nosso e de transformar objetos que iriam para o lixo em algo que beneficie a escola e elas próprias”, ressaltou.
A mobilização inclui pais e funcionários, como Poliane Roth, mãe de aluna.
“Eu acho importante participar, mesmo que não seja a turma da minha filha, porque é em prol da escola e vai ajudar todas as crianças. É muito importante trazer essa temática da sustentabilidade e do meio ambiente para elas, porque cada dia vão aprendendo não só em casa, mas também na escola”, contou.
Para os alunos, a experiência já é significativa.
Anthony Gabriel, 6 anos, gostou de pintar as garrafas. Gael Matos, 5 anos, acredita que o telhado trará mais conforto:
“A gente gosta muito do parquinho, mas lá é muito quente. Com as garrafas vai ficar melhor porque vai ter sombra e a gente vai poder brincar mais”
O projeto também prevê destinar as garrafas PET não utilizadas na construção para a Associação Missões de Amor. A iniciativa, que também recebeu apoio da Fundação ArcelorMittal e do Prêmio Este, demonstra como a reciclagem pode gerar benefícios ambientais, pedagógicos e sociais.
Prêmio Este
O Prêmio Este, promovido pela Fundação ArcelorMittal, reconhece projetos educacionais inovadores que utilizam a abordagem STEAM. A seleção para a segunda fase do Liga STEAM 2026, que inclui o projeto da Escola Municipal Vovó Clara, destaca o potencial de replicabilidade e impacto das iniciativas.
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