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A Comunidade Indígena Serra da Moça, em Boa Vista, recebeu nesta segunda-feira (11/8) uma ação educativa voltada para crianças sobre a prevenção da violência contra a mulher. A iniciativa faz parte da programação do Agosto Lilás e foi promovida pela Rede de Proteção à Mulher, com a participação do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e da Patrulha Maria da Penha.
Durante a atividade, realizada na Escola Municipal Vovô Jandico, os estudantes aprenderam sobre os diferentes tipos de violência, física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, e como identificar situações de risco. A conversa foi adaptada à faixa etária das crianças, reforçando a importância de não se calar e de buscar ajuda com adultos de confiança ou pelos canais oficiais.
Ingrid Furtado, coordenadora do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Família e Indivíduos, destacou que as ações conjuntas entre CREAS e Patrulha Maria da Penha nas comunidades indígenas visam conscientizar, prevenir e proteger as mulheres, tornando os casos de violência menos frequentes.
"Há alguns anos, o CREAS realiza ações em parceria com a Patrulha Maria da Penha nas comunidades indígenas de Boa Vista, com o objetivo de promover conscientização, prevenção e proteção às mulheres. A iniciativa busca evitar que situações de violência aconteçam, fortalecendo a rede de proteção e contribuindo para que esses casos sejam cada vez menos frequentes", disse.
Conhecimento e prevenção
A coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Jessyka Pereira, ressaltou que levar esse conhecimento às escolas é fundamental para que as crianças saibam como e onde buscar ajuda.
"Trouxemos informações sobre os crimes previstos na Lei Maria da Penha, como acionar os canais de socorro e de que forma o CREAS atua diante dessas violações de direitos. A proposta é levar esse conhecimento às crianças para que elas possam identificar situações de violência não apenas no ambiente escolar, mas também no ambiente familiar", explicou.
As crianças demonstraram compreensão do tema. Andris Maryoris, de 11 anos, afirmou que a violência não deve ser tolerada e que é preciso pedir ajuda.
João Lucas, de 10 anos, memorizou os telefones da Rede de Proteção e enfatizou a importância de denunciar.
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