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O número de processos por violência doméstica contra a mulher em Roraima apresentou um aumento de 157,22% em cinco anos.
O crescimento foi expressivo também no período mais recente. Em 2024, foram 4.502 novos processos, e no ano seguinte o número subiu 22,32%. Entre janeiro e julho de 2026, a Justiça de Roraima já recebeu 3.083 novas ações, uma média de 14,54 por dia.
O advogado criminalista Fábio Tavolassi avalia que o aumento pode indicar uma maior conscientização das vítimas.
Apesar do aumento nos registros judiciais, o advogado ressalta que o número real de episódios de violência pode ser ainda maior, visto que muitos casos não são denunciados.
Fatores como medo, ameaças, dependência financeira ou emocional, vergonha e a falta de uma rede de apoio podem dificultar a denúncia. Tavolassi alerta que "Por isso, o número real de vítimas pode ser muito maior"
.
Como reconhecer e buscar ajuda
A violência doméstica abrange comportamentos de controle, intimidação, constrangimento ou isolamento.
"A violência doméstica não começa somente com uma agressão física. Ameaças, humilhações, perseguição, controle do dinheiro, isolamento de amigos e familiares, invasão do celular, destruição de objetos e coerção sexual também precisam ser considerados", alertou o advogado.
Essas condutas podem se agravar com o tempo, e atitudes de controle não devem ser vistas como conflitos comuns de relacionamento. Em caso de risco imediato, a orientação é buscar um local seguro e acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. O Ligue 180 oferece atendimento 24 horas.
Tavolassi orienta que, "Se for possível, é importante guardar mensagens, áudios, fotografias, relatórios médicos e contatos de testemunhas. Esses materiais podem ajudar na investigação. No entanto, a mulher não deve adiar o pedido de ajuda por achar que ainda não possui provas suficientes"
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