Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação

O Governo de Roraima, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau) ampliou a oferta de cirurgias ginecológicas eletivas na rede estadual. As ações ocorreram no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth (HMINSN), em Boa Vista, e no Hospital Regional Sul Ottomar de Sousa Pinto, em Rorainópolis, beneficiando 16 pacientes. O objetivo é reduzir a fila de espera por procedimentos.

No HMINSN, foram realizadas 11 cirurgias ginecológicas em um mutirão no último sábado (12). Os procedimentos incluíram quatro histerectomias totais abdominais, uma miomectomia e seis laqueaduras tubárias. As pacientes foram selecionadas entre aquelas que aguardavam na fila da Regulação.

O coordenador do Núcleo Interno de Regulação do HMINSN, Vitor Caliari, afirmou que a unidade já registra um aumento superior a 30% na produção mensal de cirurgias ginecológicas.

Além da ampliação dos procedimentos cirúrgicos, o HMINSN aumentou a oferta de consultas de pós-operatório, com mais de 40 vagas semanais para acompanhamento.

Cirurgias no interior

Em Rorainópolis, outras cinco pacientes foram atendidas com a intensificação de cirurgias ginecológicas no Hospital Regional Sul. A iniciativa permite que pacientes que aguardavam na fila do Sistema Nacional de Regulação realizem os procedimentos no próprio município, sem necessidade de deslocamento para Boa Vista.

O diretor da unidade, Natã Freire, explicou que a descentralização dos procedimentos representa mais conforto e acesso para os moradores do interior.

Governo Itinerante encerra programação no Sul de Roraima com quase 4 mil atendimentos

Segundo o diretor, a intensificação de cirurgias ginecológicas foi retomada no município por determinação do Governo, após um período sem a realização desse tipo de ação. A unidade também mantém a intensificação de cirurgias gerais, incluindo procedimentos para hérnia e vesícula.

Voltar ao início.

Pacientes relatam alívio

Maria de Fátima Souza, 50 anos, relatou que sentia muita dor e anemia devido a um pólipo, endometriose e mioma, aguardando o procedimento desde março.

Para ela, a cirurgia representa a expectativa de retomar a rotina com mais qualidade de vida.

A frentista Yohandrys Gonzales, 36 anos, aguardou cerca de um mês e meio pelo procedimento, identificado após alterações em exames preventivos em 2025.

Ela não apresentava sintomas e a identificação precoce foi fundamental para o tratamento preventivo de um possível câncer.

“Em questão de dor, eu não sentia nada. Foi graças à colposcopia e anteriormente ao preventivo que saiu tudo isso. A cirurgia é para prevenir futuramente um câncer. Pelo que a médica passou para mim no Centro de Referência da Mulher, se não tratasse a tempo, poderia virar um câncer”, relatou.

Voltar ao início.

Comentários (0)

Entre na sua conta para comentar.

Entrar

Carregando comentários…