Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quinta-feira (24/9) o início de um processo de “transformação democrática” para o país, durante discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU). A iniciativa visa promover mudanças políticas e econômicas, reconstruir instituições e criar condições para a recuperação nacional.

A iniciativa foi definida como um processo de “mudança política, econômica e espiritual”, acompanhado de reformas estruturais. O objetivo é estabelecer novas bases para o desenvolvimento nacional e ampliar a participação de diferentes setores da sociedade. A presidente defendeu uma liderança política comprometida com os interesses nacionais, independente de pressões externas e redes sociais.

“Devemos aspirar a uma Venezuela cuja classe política esteja intimamente comprometida com os interesses nacionais acima de tudo e não seja refém dos algoritmos da mídia”, declarou.

Rodríguez citou ainda o pensamento de Simón Bolívar como referência para a soberania e a unidade nacional, defendendo que os diferentes grupos políticos e sociais atuem conjuntamente na reconstrução do país.

“Não em uma única entidade poderosa, um único partido, uma única facção: vamos todos juntos contribuir com nossos esforços para o renascimento da pátria próspera que nossas filhas e filhos merecem”, disse.

Arthur Henrique lidera pesquisa para governo de Roraima com 57%; Senado

Ela também destacou sua experiência no serviço público para a reestruturação da economia venezuelana.

Apelo aos jovens

“Aos jovens que cresceram vendo um país fragmentado e que muitas vezes decidiram partir em busca do que não encontraram aqui: digo que vale a pena acreditar novamente. Este é o momento de construir o país para o qual muitos desejarão retornar, e não apenas aquele do qual muitos quiseram fugir”, disse.

Voltar ao início.

Crises de 2026

Rodríguez mencionou que a Venezuela enfrentou duas grandes crises em 2026. A primeira estaria ligada ao cenário político interno e ao confronto com os Estados Unidos. A segunda foi atribuída aos efeitos de fenômenos naturais, como o “duplo terremoto de 24 de junho”, que provocou perdas humanas e materiais.

“A cada venezuelano que hoje, em meio às perdas materiais e humanas causadas pelo terremoto, se pergunta se vale a pena continuar de pé: eu respondo que sim. Que a força deste povo não se mede em tempos fáceis, mas precisamente em momentos como este”, afirmou.

A presidente reconheceu que a recuperação do país será um processo prolongado.

“Não prometo um caminho fácil. A recuperação do país levará tempo; reconstruir a alma nacional será nossa prioridade. Caminharemos juntos como uma nação que, após a dor, decidiu escolher a esperança”, declarou.

Voltar ao início.

Comentários (0)

Entre na sua conta para comentar.

Entrar

Carregando comentários…