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Três homens foram presos em menos de 24 horas em Boa Vista, Roraima, em operações distintas da Polícia Civil contra crimes de violência contra a mulher e estupro de vulnerável. As prisões ocorreram entre os dias 9 e 10 de junho, em bairros diferentes da capital, e são resultado de investigações da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).

Prisão por descumprimento de medida protetiva

A primeira prisão atendeu a um mandado de prisão preventiva contra S. R, de 48 anos, no bairro Liberdade. Ele é acusado de descumprir medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha. A vítima, ex-companheira do acusado, relatou à Polícia Civil que, apesar da separação de dois meses, o homem a contatou por aplicativo de mensagens no dia 7 de junho, solicitando a retomada do relacionamento. Diante da recusa, ele passou a fazer ameaças e enviou uma fotografia da rua onde a ex-companheira reside, indicando que estava nas proximidades. A mulher acionou a Patrulha Maria da Penha, mas o suspeito não foi localizado no momento. As mensagens e imagens foram incorporadas ao procedimento policial, que resultou na representação pela prisão preventiva, deferida pelo Poder Judiciário. A ocorrência foi inicialmente atendida pela delegada Patrícia Ferreira, e o mandado foi cumprido pela Seção de Investigação e Operação (SIOP) da DEAM, sob coordenação da delegada Kassia Poersch.

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Estupro de vulnerável no Equatorial

Ainda na segunda-feira (9), a DEAM cumpriu mandado de prisão preventiva contra J. C, de 48 anos, no bairro Caimbé. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável. A investigação começou após uma mulher de 44 anos denunciar ter sido vítima de violência sexual na madrugada de 21 de maio, no bairro Equatorial. Segundo a Polícia Civil, a vítima encontrava-se em condição de vulnerabilidade quando foi abordada pelo investigado, que se ofereceu para ajudá-la a retornar para casa. Aproveitando-se da situação, o suspeito a teria conduzido para outro local e praticado o abuso sexual. A equipe da DEAM realizou diligências, oitivas e levantamentos que permitiram identificar e localizar o investigado. A representação pela prisão preventiva foi deferida pelo Poder Judiciário. A delegada Kassia Poersch destacou a importância do trabalho técnico da equipe:

“Casos dessa natureza exigem uma apuração cuidadosa e criteriosa. A prisão representa um importante avanço na responsabilização criminal do investigado e demonstra o compromisso da Polícia Civil com a proteção das vítimas”

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Lesão corporal e ameaça no bairro Equatorial

A terceira prisão ocorreu na tarde de terça-feira (10), no cruzamento das avenidas Ataíde Teive e São José, no bairro Equatorial. O alvo foi F. S, de 25 anos, investigado por lesão corporal e ameaça no contexto de violência doméstica. A vítima, de 29 anos, relatou que, após uma discussão motivada por ciúmes, o homem a agrediu com socos no rosto, causando lesões e hematomas, além de proferir ameaças. A DEAM reuniu elementos probatórios e o Ministério Público requereu a prisão preventiva do investigado, medida deferida pelo Poder Judiciário. A delegada Carla Gabriella Paulain ressaltou que a atuação rápida da Polícia Civil é fundamental para interromper ciclos de violência:

“A prisão preventiva é uma medida importante quando há risco à integridade física ou psicológica da vítima. Nosso compromisso é agir com celeridade para evitar que situações de violência se agravem”

Após os procedimentos de praxe, os três presos foram apresentados na unidade policial e, posteriormente, encaminhados para Audiência de Custódia. Para a delegada Kassia Poersch, as prisões demonstram a importância da denúncia e da atuação integrada dos órgãos da rede de proteção à mulher.

“Quando a vítima procura ajuda, a Polícia Civil atua para reunir provas, responsabilizar os autores e garantir que as medidas judiciais sejam efetivamente cumpridas. Nosso objetivo é oferecer proteção e evitar novos episódios de violência”, afirmou.

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