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Um soldado de 22 anos da Força Aérea Brasileira (FAB) foi preso em Boa Vista (RR) sob suspeita de induzir uma adolescente de 13 anos à automutilação e ao suicídio pela internet. A prisão ocorreu no bairro Cauamé, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Militar da Comarca de Boa Vista.

As investigações tiveram início após um relatório enviado pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC), organização internacional de proteção a crianças e adolescentes. O documento, que detalha fatos ocorridos em 9 de setembro de 2025, foi encaminhado à Polícia Federal em Roraima (PF/RR) e deu origem a um inquérito policial instaurado pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DELECIBER/PF/RR).

Segundo o delegado adjunto da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) da Polícia Civil de Roraima (PCRR), Thiago Alexandre, há indícios de que o militar mantinha contato com a vítima por meio de mensagens diretas no Instagram, incentivando-a às práticas de automutilação e suicídio. O caso, previsto no artigo 122 do Código Penal, foi transferido da Vara de Crimes Contra Vulneráveis para a 2ª Vara do Tribunal do Júri e da Justiça Militar.

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Durante o cumprimento do mandado, policiais civis apreenderam um celular e um SSD. Os equipamentos passarão por perícia técnica especializada para análise de dados, que poderão subsidiar o esclarecimento dos fatos e a identificação de autoria e materialidade.

“A investigação teve início a partir de informações encaminhadas pelo National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC) à Polícia Federal. Com o avanço das diligências, foram identificados indícios de que o investigado mantinha contato com uma adolescente de 13 anos por meio da rede social Instagram, incentivando-a a práticas de automutilação e suicídio. O cumprimento do mandado de busca e apreensão e a perícia dos equipamentos eletrônicos são medidas fundamentais para reunir elementos que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos”, destacou Thiago Alexandre.

O delegado ressaltou a importância da cooperação entre a Polícia Civil, a Polícia Federal e organismos internacionais no combate a crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes. O investigado responde ao processo em liberdade, mas com medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário para produção de provas. As investigações prosseguem sob sigilo.

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