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A Polícia Civil de Roraima finalizou na quinta-feira, 7, seu primeiro Programa de Treinamento Anual de Tiro Policial, com mais de 700 agentes capacitados. A ação, que consumiu mais de 20 mil munições, representa um marco na padronização operacional da corporação. O curso foi conduzido pelo Núcleo de Pesquisa e Ensino no estande de tiro Guilherme Paraense, em Boa Vista, e encerrou a 54ª turma do programa.

A delegada-geral da PCRR, Simone Arruda do Carmo, esteve presente no ato de conclusão e enfatizou o caráter estratégico da formação. Ela afirmou que a capacitação serve tanto para a atividade policial cotidiana quanto para a proteção dos servidores, incluindo aqueles que futuramente estarão na inatividade. A chefe do Nupen, delegada Elivania Aguiar, explicou que esta é a edição inaugural do treinamento anual, com abrangência planejada para 2025 e 2026, e a intenção é mantê-lo de forma permanente.

Aguiar detalhou que o principal objetivo é oferecer maior habilidade técnica e familiaridade dos policiais com seus equipamentos de trabalho, elevando a eficiência operacional de toda a instituição. A iniciativa busca cobrir todos os policiais civis que estão na ativa no estado, que possui 15 municípios e uma extensa faixa de fronteira com a Venezuela e a Guiana.

Padronização de armamentos

A partir de junho, a PCRR dará início a uma nova fase do programa, focada na padronização de armamentos. Policiais originários do ex-território que ainda utilizam pistolas de calibre .40 passarão por habilitação específica para a adoção da pistola TS-9. A medida visa reforçar a segurança e a uniformidade operacional em todas as delegacias e unidades da Polícia Civil em Roraima.

A delegada Elivania Aguiar ressaltou que a padronização é um passo fundamental para a modernização da corporação.

"O treinamento anual de tiro é a primeira edição na Polícia Civil, no qual pretendemos que todos os policiais que estão na ativa possam participar", disse.

"Hoje estamos concluindo a turma 54 e já capacitamos mais de 700 policiais civis, utilizando mais de 20 mil munições nesse processo", completou.

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As instruções práticas do programa foram voltadas para o manuseio seguro, eficiente e preciso de armas de fogo. A metodologia adotada pelo Nupen buscou simular situações reais de trabalho, preparando os agentes para diferentes cenários que podem encontrar no exercício da função, especialmente em um estado com características fronteiriças únicas.

O investimento em capacitação contínua é visto como uma resposta às demandas de segurança pública no estado. Roraima enfrenta desafios específicos relacionados ao tráfico de drogas, contrabando e fluxos migratários na região de fronteira, o que exige um aparato policial cada vez mais especializado e bem treinado.

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Fortalecimento institucional

A conclusão do treinamento anual simboliza um esforço de fortalecimento institucional da PCRR. A delegada-geral Simone Arruda do Carmo destacou que a qualificação dos servidores é uma prioridade da atual gestão.

"Os policiais estão sendo capacitados para operar da melhor forma possível essas armas que foram disponibilizadas", afirmou durante a cerimônia de encerramento.

O programa é parte de uma estratégia mais ampla de valorização profissional e atualização técnica dentro da Polícia Civil. Além do treinamento de tiro, a instituição tem desenvolvido outras iniciativas de formação em áreas como investigação criminal, tecnologia da informação e direitos humanos.

Para os próximos ciclos, a expectativa é que o número de policiais capacitados continue a crescer, alcançando a totalidade do efetivo operacional. A PCRR conta com unidades espalhadas por municípios como Boa Vista, Pacaraima, Bonfim, Rorainópolis e Caracaraí, entre outros, o que exige logística cuidadosa para garantir a participação de todos os servidores.

A implementação do treinamento anual representa uma mudança de paradigma na formação policial civil no estado. Antes, as capacitações em armamento ocorriam de maneira esporádica ou vinculadas a cursos específicos, sem a periodicidade e a abrangência que o novo programa estabelece.

Com a padronização do uso da pistola TS-9, a PCRR espera otimizar a manutenção dos equipamentos, a logística de munições e os protocolos de segurança. A uniformização também facilita a troca de experiências e a criação de procedimentos operacionais padrão que possam ser aplicados em qualquer delegacia do território roraimense.

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