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A Secretaria de Saúde de Roraima passou a integrar o projeto Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer, uma iniciativa nacional que visa modernizar e ampliar a capacidade de exames oncológicos no Sistema Único de Saúde. A adesão foi formalizada nesta sexta-feira, dia 15, e representa um passo na estruturação do atendimento especializado no estado.
Desenvolvido pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Proadi-SUS, o programa tem como foco o fortalecimento do Laboratório Anatomocitopatológico do Estado de Roraima, conhecido como Laper. A unidade é a única do gênero em Roraima, atendendo demandas da capital e do interior, tanto da rede pública quanto privada.
"A iniciativa tem como objetivos principais ampliar a capacidade de diagnóstico do SUS em anatomia patológica, reduzir o tempo para emissão de laudos, organizar os processos de coleta e envio de amostras, além de fortalecer a linha de cuidado oncológico no Estado", Léa Maria Sversut, coordenadora-geral de Atenção Especializada da Sesau.
Com a implantação, as amostras do laboratório passarão por um processo de cadastro e identificação com código de barras, garantindo rastreabilidade em todas as etapas. Após a coleta, as lâminas serão digitalizadas em scanners especializados e analisadas pela equipe técnica do programa, com emissão eletrônica dos laudos.
Modernização e agilidade.
A expectativa é que a parceria reduza significativamente a demanda reprimida da unidade. Segundo a Sesau, serão encaminhadas aproximadamente 800 amostras por semana para análise, totalizando cerca de 5.600 até o fim de junho. As coletas têm início previsto para 15 de maio.
"Com a implantação do projeto, o Laper passará a contar com o apoio técnico especializado, telepatologia e digitalização de lâminas, garantindo mais agilidade, segurança e precisão no diagnóstico de câncer", Léa.
A coordenadora-geral de Atenção Especializada da Sesau, Léa Maria Sversut, classificou a parceria como um avanço importante para a saúde pública estadual. Ela ressaltou que a medida reforça o compromisso da gestão em buscar inovação, tecnologia e estratégias que ampliem o acesso da população roraimense a um atendimento humanizado e eficiente.
O Laper realiza exames como anatomia patológica, incluindo biópsias e análises de peças cirúrgicas, exames citopatológicos, como preventivo do colo do útero e citologia geral, além do serviço de patologia bucal. A equipe multiprofissional é formada por patologistas, citopatologistas, biólogos, bioquímicos, químicos, biomédicos, técnicos de laboratório e citotecnologistas.
Único laboratório especializado.
Localizado na Rua Amsterdã, número 505, no bairro Aeroporto, ao lado do Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento, o laboratório funciona de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 18h. A unidade atende toda a rede pública estadual, incluindo os 15 municípios de Roraima, além de demandas da iniciativa privada.
A adesão ao projeto Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer ocorre em um momento de expansão dos serviços de saúde no estado fronteiriço com Venezuela e Guiana. A modernização do Laper deve impactar diretamente o tempo de espera por laudos, um dos gargalos históricos no atendimento oncológico regional.
Com a digitalização de lâminas e a telepatologia, os especialistas do A.C.Camargo Cancer Center poderão analisar as amostras remotamente, agilizando o processo e permitindo uma segunda opinião técnica qualificada. A rastreabilidade via código de barras também minimiza riscos de trocas ou perdas de material, aumentando a segurança do paciente.
O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla do Ministério da Saúde para fortalecer a rede de diagnóstico do SUS em todo o país, com foco em regiões com menor capacidade instalada. Roraima, com sua população distribuída em uma vasta área territorial, enfrenta desafios logísticos que podem ser mitigados com a tecnologia.
A expectativa é que, ao longo dos próximos meses, a parceria consolide um fluxo mais ágil e organizado para os exames de câncer, desde a coleta nas unidades de saúde até a emissão do laudo final. A medida deve beneficiar milhares de pacientes que dependem do sistema público para investigação e acompanhamento de doenças oncológicas.
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