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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) realizou a coleta de material biológico de 20 pessoas presas na terça-feira (20/10). O objetivo é inserir novos perfis genéticos no banco de dados estadual, fortalecendo as investigações e a identificação de autores de crimes.
A iniciativa é parte de um cronograma que prevê a coleta em toda a população carcerária. O procedimento é conduzido pelo Laboratório de Genética Forense (LGF), ligado ao Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida (ICPDA), em colaboração com a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejuc).
Ampliação do banco de dados
A programação da PCRR inclui a coleta de material biológico de mais 800 detentos. A perita criminal oficial Érica Veras, chefe do ICPDA, destacou a importância da ação “A inserção desses perfis no Banco Nacional de Perfis Genéticos pode contribuir para esclarecer crimes antigos, casos de violência grave e crimes contra a dignidade sexual. O cruzamento de informações permite identificar possíveis autores mesmo quando ainda não há suspeitos definidos”
explicou Veras.
A coleta e o armazenamento dos perfis genéticos seguem as normas legais estabelecidas, permitindo a inclusão dos dados na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos. Em casos previstos por lei, a coleta é compulsória para indivíduos condenados.
Atualmente, a PCRR já possui aproximadamente 600 perfis genéticos de pessoas condenadas em seu banco de dados. A comparação desses registros com vestígios biológicos encontrados em cenas de crime é uma ferramenta crucial para solucionar investigações, especialmente em casos onde a autoria é desconhecida.
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