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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) concluiu a investigação sobre um roubo à mão armada ocorrido em 29 de junho de 2026, em uma residência no bairro Jardim Tropical, Zona Oeste de Boa Vista. O inquérito identificou cinco suspeitos envolvidos em diferentes fases do crime, desde o planejamento até a venda dos bens roubados. Dois suspeitos estão presos preventivamente, um segue foragido, e os dois celulares subtraídos foram recuperados e devolvidos às vítimas.

Segundo o delegado titular do 2º Distrito Policial de Boa Vista, Vinícius do Vale, duas pessoas foram surpreendidas por dois homens armados ao retornarem para casa. Os criminosos anunciaram o assalto e levaram um cordão de ouro de aproximadamente 14 gramas, um iPhone 17 Pro Max e um iPhone 13.

As investigações permitiram reconstruir a dinâmica do crime e determinar a participação de cada suspeito. A polícia apurou que a ação foi planejada previamente, com o fornecimento de informações sobre a rotina de uma das vítimas.

Os suspeitos identificados são M. B, 28 anos, e T. R, também de 28 anos, apontados como os executores do roubo. confessou ter dado apoio à ação. L, 30 anos, é suspeita de fornecer informações sobre uma das vítimas e intermediar a venda dos celulares. R, dono de uma assistência técnica, foi indiciado por receptação qualificada. e F. estão presos preventivamente, enquanto T. está foragido.

Planejamento e execução

e T. teriam invadido a residência armados para realizar o roubo. A investigação indicou que M. planejou e executou o crime mesmo estando em regime de Prisão Albergue Domiciliar. A Justiça decretou sua prisão preventivanegou envolvimento e disse não conhecer os outros investigados, mas sua versão foi confrontada com depoimentos e outras informações coletadasadmitiu ter sido convidado por M. para participar da ação e que se deslocou com ele e T. até o local. Ele alegou ter ficado do lado de fora durante a execução, mas confirmou sua participação e disse ter recebido R$ 500,00 pela venda do cordão de ouro, que teria sido negociado por T.

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Informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC), sobre o monitoramento eletrônico de um dos investigados, indicaram uma irregularidade no período do crime, com o envelopamento da tornozeleira eletrônicaé suspeita de ter contribuído para o planejamento ao fornecer informações sobre a rotina de uma das vítimas, de quem seria amiga. A investigação também aponta que ela teria recebido os celulares roubados para negociá-los.

Em seu depoimento, T. negou participação voluntária e alegou ter sofrido ameaças de morte de um dos investigados, que a teria obrigado a indicar vítimas.

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Celulares negociados e recuperados

A Polícia Civil descobriu que os dois aparelhos celulares foram vendidos a uma assistência técnica. O proprietário do estabelecimento, F. R, foi indiciado por receptação qualificada.

O comerciante declarou ter comprado os celulares de T. por R$ 300,00 (iPhone 13) e R$ 1.200,00 (iPhone 17 Pro Max), pagos via PIX. Ele afirmou que T. disse que os aparelhos eram de uma cliente inadimplentedisse ter consultado os números de identificação dos dispositivos e sistemas da Apple antes da compra e não encontrou restrições. Ele alegou ter tomado conhecimento da possível origem criminosa apenas quando procurado pela polícia, momento em que entregou os aparelhos espontaneamente.

Imagens de circuito interno, conversas de negociação e outros elementos ajudaram a esclarecer a comercialização dos celulares, que foram recuperados e devolvidos às vítimas.

A investigação foi baseada em depoimentos de vítimas e testemunhas, interrogatórios, dados de monitoramento eletrônico, imagens de segurança e conversas sobre a negociação dos aparelhos. O conjunto de informações permitiu individualizar as condutas e subsidiar os indiciamentos.

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