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O reconhecimento socioafetivo de uma menina de 14 anos foi oficializado pela Defensoria Pública de Roraima (DPE-RR) após mais de uma década de tentativas frustradas. O gerente comercial Germano Jeferson conseguiu, por meio da campanha Meu Pai Tem Nome, garantir o vínculo com a filha sem precisar se deslocar a Manaus (AM), onde a adolescente foi registrada ao nascer.

A dificuldade em formalizar a paternidade era um obstáculo antigo para a família. Navegando pelo Instagram, vi uma notícia na página de notícias sobre o projeto Meu Pai Tem Nome. Li rapidamente e encaminhei para minha esposa. Disse a ela: amor, verifica se conseguimos resolver agora, porque tentamos há muito tempo e nunca dava certo.

Germano Jeferson e Gezielen Gonçalves, companheira de Germano há mais de 12 anos, buscaram a DPE-RR para oficializar o registro.

“A gente cresce com o nome de pai e mãe no registro, e a gente sabe a importância de carregar esse sobrenome. Fico imensamente feliz, pois é algo que tentávamos há muito tempo. A gente ficava pensando no futuro dela, em quando ela crescesse e tivesse dúvidas sobre sua própria história. Inclusive, nos explicaram que, embora exista uma data específica para ações concentradas, como o Dia D, o trabalho de reconhecimento socioafetivo é realizado pela Defensoria durante todo o ano. Graças a Deus, conseguimos obter essa informação e dar esse passo tão importante”, compartilhou Germano.

Entenda a campanha Meu Pai Tem Nome

  • A iniciativa é uma ação nacional promovida pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).
  • O projeto busca garantir o reconhecimento de paternidade e maternidade, fortalecendo vínculos familiares.
  • As inscrições para a campanha estão abertas até 31 de julho pelo site da Defensoria Pública ou pelo WhatsApp (95) 93300-8104.
  • A programação inclui atendimentos em comarcas do interior (12/8), unidades prisionais (13/8), online (14/8) e na capital (15/8).

A servidora da DPE-RR, Girlane Paes, destacou a importância do projeto.

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“A Defensoria Pública está realizando o primeiro acordo de reconhecimento de paternidade, o primeiro acordo do projeto Meu Pai Tem Nome é um caso de um pai que criou uma menina de 14 anos desde os dois anos de idade. O direito reconhece que família não é só de sangue, é de afeto, de cuidado e de presença, e a Defensoria está aqui justamente para garantir que esse vínculo, que já existe há mais de 12 anos, seja reconhecido formalmente”, afirmou.

Para Gezielen, o reconhecimento transcende o documento.

“Uma coisa que admiro muito é esse amor que eles têm um pelo outro. Para nós, não existe diferença. Fico muito feliz porque só faltava isso. Eu me preocupava muito com ela não ter o nome do pai no registro, pois ela o vê como pai, não consegue enxergar de outra forma e esse vínculo é muito mais importante que o sangue. Vemos na prática que o amor paterno dele vai muito além da genética. Acho o projeto da Defensoria muito bonito, porque é um direito da criança. É muito importante ter o nome do pai, mas a presença é fundamental, e ela ficou muito realizada por agora poder, inclusive, escolher o sobrenome”, declarou Gezielen.

A campanha Meu Pai Tem Nome é realizada pelas Defensorias Públicas de todo o país durante o mês de agosto, em alusão ao Dia dos Pais. O objetivo é assegurar direitos para crianças, adolescentes e adultos, e quando necessário, exames de DNA são realizados para confirmar a filiação. A sede Cível da Defensoria Pública fica localizada na Avenida Sebastião Diniz, nº 1.165, Centro.

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