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Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23/9) a segunda fase da Operação Disco de Ouro em Roraima. A ação busca aprofundar investigações sobre uma organização criminosa transnacional suspeita de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros crimes.

A operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais para sequestro de bens e valores, expedidos pela Justiça Federal. O objetivo é coletar provas, interromper as atividades ilícitas e recuperar ativos que teriam sido movimentados pelos investigados.

As investigações apontam que a organização movimentou e ocultou mais de US$ 48 milhões. Os recursos teriam sido disfarçados por meio de empresas nacionais e estrangeiras, operações financeiras internacionais, uso de contas de terceiros e mecanismos informais de compensação. Pessoas físicas e jurídicas teriam sido empregadas para pulverizar os recursos e dificultar o rastreamento.

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A investigação é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, que apura irregularidades na cadeia de comercialização e exportação de minério, além do uso de documentos falsos para dar aparência de legalidade às operações.

Os envolvidos podem responder por crimes como lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira, de acordo com a participação de cada um.

Próximos passos

A PF continua os trabalhos para identificar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

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