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Sete pessoas foram presas em Boa Vista na Operação Castigare, deflagrada pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) nesta quinta-feira (27/8). Os suspeitos são investigados pela morte de Cauã Vinícius Castro da Silva, de 21 anos, executado em um “tribunal do crime”. A operação cumpriu 11 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão.
A investigação, conduzida pela Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) começou após a localização de um corpo carbonizado em 31 de julho de 2026, no bairro São Bento. Segundo o delegado João Evangelista, a apuração permitiu identificar os envolvidos e reconstruir a dinâmica do crime.
Investigação detalhada
A decisão pela morte da vítima teria sido tomada em reunião de integrantes de uma organização criminosa.
“A primeira reunião que conseguimos identificar ocorreu na Praça Germano Sampaio, na Zona Oeste de Boa Vista. Eles estavam reunidos e fizeram uma videochamada com integrantes da facção que estavam fora de Roraima. Foi que discutiram a situação da vítima e determinaram a sentença de morte”, afirmou detalhou o delegado.
Após a decisão, Cauã Vinícius Castro da Silva foi sequestrado e levado para o bairro São Bento, onde foi executado e o corpo carbonizado.
Polícia identifica envolvidos
A operação cumpriu mandados em seis bairros de Boa Vista: Jardim Olímpico, Cruviana, Laura Moreira, São Bento, Cinturão Verde e Pintolândia. Entre os presos estão três mulheres, K. V, 35 anos; K. O, 29 anos; P. S, 39 anos, e quatro homens, C. M, 25 anos; J. A, 21 anos; J. N, 37 anos, e R. O, 29 anos.
Um dos presos, C. M, 25 anos, foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, com uma balança de precisão e maconha. Um adolescente de 17 anos, com maconha e duas balanças, também foi apreendido. A residência onde ele estava teria sido usada pela facção para o julgamento da vítima. Porções de maconha também foram encontradas com K. e P. S, que responderão por consumo de drogas.
Dinâmica da violência
Um dos investigados pela morte de Cauã também estaria sendo procurado pela própria facção após fugir de outro “tribunal do crime”.
A delegada-geral Simone Arruda afirmou que a PCRR está fortalecendo as equipes e dando melhores condições para que os policiais avancem nas investigações. A delegada Míriam Di Manso, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) destacou a qualificação da equipe e o serviço extraordinário para dar conta dos casos recentes e antigos.
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