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A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) prendeu na tarde desta quarta-feira (26) o último suspeito de envolvimento em um roubo de ouro e dinheiro que ultrapassa R$ 23 milhões. S, de 29 anos, apresentou-se na sede da DRACO, no Centro de Boa Vista, após as investigações policiais se intensificarem.
Contra o investigado, havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. A apresentação ocorreu após as equipes policiais intensificarem as diligências para localizá-lo desde o início da operação, o que levou ao cerco se fechando e à decisão do suspeito de se entregar.
A investigação teve início na Corregedoria-Geral de Polícia (Corregepol) a partir de uma denúncia de roubo. Conforme o delegado Titular da DRACO, Hugo Cardias, os policiais identificaram que uma viatura descaracterizada da PCRR estava sendo utilizada na prática do crime. A partir dessa informação, o oficial investigador M. S, de 51 anos, foi identificado.
Devido à complexidade do caso, a Corregepol solicitou o apoio da DRACO. O Ministério Público de Roraima (MPRR), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da Promotoria de Justiça do Controle Externo, acompanhou o procedimento.
Com o avanço das apurações, os investigadores detalharam a dinâmica do crime e identificaram os demais envolvidos, que estavam em diferentes estados. Em 21 de agosto, quatro suspeitos foram detidos em Roraima e Santa Catarina. Nesta quarta-feira, outros dois policiais foram presos no Amazonas, com o apoio da Polícia Federal (PF).
A prisão de S. completa a localização de todos os oito investigados na operação, que tiveram as medidas judiciais cumpridas. A ação integrada entre Corregepol, DRACO e GAECO foi fundamental para o avanço das diligências e o cumprimento das ordens judiciais em Roraima, Santa Catarina e Amazonas.
A Justiça determinou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 12 milhões em bens e valores ligados aos investigados, com base nos elementos reunidos durante a apuração.
Medidas administrativas
Paralelamente à investigação criminal, a Corregepol instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do oficial investigador M. na esfera administrativa. A Delegacia-Geral determinou o afastamento do serviço policial por 60 dias e a suspensão do porte de arma, além do cumprimento das medidas cautelares judiciais.
As providências administrativas ocorrem independentemente da investigação criminal, garantindo ao servidor o contraditório e a ampla defesa. Com a captura do último suspeito, as diligências de campo da operação foram concluídas. A Polícia Civil finalizará o inquérito policial, que será encaminhado à Justiça.
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