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O Governo de Roraima intensificou o monitoramento em áreas de risco em Boa Vista e em outros municípios afetados pelas chuvas de 2026, por meio da Operação Apoio Imediato. A ação, coordenada pelo Gabinete Integrado de Atuação Preventiva e Gestão de Desastres Naturais, visa oferecer assistência às populações mais atingidas.
A estação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) registrou um volume de água no Rio Branco significativamente acima da média, elevando o nível de atenção em locais como a Orla Taumanan e o Parque do Rio Branco. O tenente-coronel Leonardo Menezes, do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR), responsável pelo monitoramento de áreas críticas na capital, afirmou que "Até o momento, não há previsão de interdição da Orla, e só a Defesa Civil Municipal pode impor essa determinação"
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Em Boa Vista, além da Orla Taumanan e do Parque do Rio Branco, as regiões do Calungá, Cauamé, Distrito Industrial e Paraviana permanecem sob vigilância. Menezes relatou que.
"Inclusive, duas famílias precisaram ser tiradas do Cauamé pela Defesa Civil Municipal, com ambas sendo encaminhadas para casa de parentes. Nós estamos fazendo esse acompanhamento, auxiliando a Prefeitura na organização das ações e oferecendo apoio logístico caso necessário"
Volume de Chuvas e Pontos Críticos
Levantamentos do Cemaden indicam precipitação superior a 70 milímetros em 24 horas em Caracaraí. Nos últimos 35 dias, o acumulado de chuvas alcançou 432,6 mm em Pacaraima, 604,0 mm em Caracaraí e 463,5 mm e 440,2 mm em diferentes pontos de Boa Vista, superando a Normal Climatológica de 347,3 mm para o período. Entre 5 e 6 de junho, os maiores volumes se concentraram nas regiões Norte e Sul do estado, com expectativa de aumento em junho, mês tradicionalmente de chuvas intensas.
Segundo o boletim situacional da Operação Apoio Imediato, Roraima registra 59 pontos críticos ativos, que impactam a malha viária estadual e causam isolamento de comunidades. Há 9 bloqueios totais devido a rompimento de bueiros, destruição de pontes e trechos submersos, afetando principalmente Bonfim, Mucajaí, Normandia, Rorainópolis, São Luiz do Anauá e Uiramutã. Outros 6 bloqueios parciais ocorrem em pontes em construção em Amajari, Boa Vista, São Luiz do Anauá e Uiramutã. Estima-se que cerca de 50 mil pessoas sejam afetadas.
Ações Integradas
Instituída pelo Decreto Estadual nº 40.800-E, assinado pelo governador Soldado Sampaio em 28 de maio, a Operação Apoio Imediato é coordenada pelo CBMRR e pela Defesa Civil Estadual. A ação conta com a colaboração da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) Secretaria dos Povos Indígenas (Sepi) Polícia Militar de Roraima (PMRR) e Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh). O tenente-coronel Leonardo Menezes explicou que.
"O Corpo de Bombeiros, através do Comando-Geral e da Defesa Civil [Estadual], tem feito um trabalho de monitoramento e contato junto às prefeituras do Estado, primeiramente auxiliando na decretação de emergência ou calamidade pública, e gerenciando a entrega de água potável e cestas básicas fornecidas pela Setrabes, com logística sendo realizada por nós do CBMRR e da Defesa Civil"
Até o momento, Alto Alegre, Amajari, Bonfim, Caracaraí, Mucajaí, Normandia, Rorainópolis, São Luiz do Anauá e Uiramutã decretaram situação de emergência. Bonfim e Uiramutã tiveram o reconhecimento federal, habilitando-os a acessar recursos da União. A operação já distribuiu 995 cestas básicas, 181 filtros ecológicos e transportou 1.302 pessoas, além de ações de distribuição de água potável pela Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer).
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