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Alessandro Tramujas tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) nesta quarta-feira (22/7). A solenidade ocorreu no auditório do Fórum Cível Advogado Sobral Pinto, em Boa Vista, e marca o início de uma nova etapa em sua trajetória profissional, construída ao longo de mais de três décadas no Ministério Público de Roraima.
A cerimônia foi conduzida pelo presidente do TJRR, desembargador Leonardo Cupello, e contou com recursos de acessibilidade, como interpretação em Libras e legendas. Magistrados, integrantes do Ministério Público, representantes dos três Poderes, autoridades, servidores, familiares e convidados acompanharam a posse.
Ele também ressaltou que o TJRR é reconhecido nacionalmente pelos resultados alcançados.
"O Tribunal de Excelência não é por acaso. É exatamente em função dos seus julgadores e dos seus servidores. Unidos, conseguimos alcançar os objetivos, tanto perante o Conselho Nacional de Justiça quanto, principalmente, no atendimento à coletividade", disse.
Experiência a serviço da Justiça
Em seu discurso, o desembargador Alessandro Tramujas agradeceu aos integrantes do Ministério Público de Roraima e relembrou parte do percurso iniciado em 1994, com passagens pelas comarcas de São Luiz e Caracaraí. Ao longo da carreira, exerceu cargos como procurador-geral de Justiça, corregedor-geral, ouvidor-geral e integrante do Conselho Superior do Ministério Público. Em âmbito nacional, ocupou, por dois mandatos, uma cadeira no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
"Servi ao Ministério Público e à sociedade dedicando o meu melhor, sempre buscando a promoção da Justiça e o fortalecimento da instituição, com independência, retidão, lealdade e respeito, tendo como destinatária final da minha atuação a população de Roraima", declarou.
Tramujas afirmou que chega ao Judiciário ciente da responsabilidade e disposto a aprender com os novos pares.
"Chegar ao Tribunal de Justiça pelo Quinto Constitucional é uma honra e motivo de muita alegria. Ingresso na Corte ciente da responsabilidade e com a humildade de um aprendiz, pronto para somar forças com magistrados e servidores em busca de uma Justiça mais humana e eficiente, especialmente para os roraimenses que mais dela precisam", disse.
Reconhecimento à trajetória
Após a escolha de Alessandro Tramujas a partir da lista tríplice encaminhada pelo Tribunal, o governador de Roraima, Soldado Sampaio, afirmou que a decisão reconhece a experiência profissional e institucional do desembargador.
"Toda essa experiência o preparou e o projetou para este momento importante para o Poder Judiciário e para a sociedade roraimense", disse.
O procurador-geral de Justiça de Roraima, Fábio Bastos Stica, destacou que a posse representa uma conquista para o Judiciário e um momento de despedida para os integrantes do Ministério Público.
"O Tribunal de Justiça recebe um profissional experiente, com atuação nas comarcas do interior e passagem pela chefia do Ministério Público, pela Corregedoria, pela Ouvidoria e pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Não é uma despedida, mas o início de uma nova missão, guiada pelos mesmos objetivos que sempre orientaram sua trajetória: a busca pelo justo, pelo bem comum e por uma sociedade menos desigual", afirmou o Ministério Público.
O presidente em exercício da Assembleia Legislativa de Roraima, deputado Jorge Everton, afirmou que a posse simboliza o reconhecimento de uma trajetória dedicada ao serviço público.
"Desejamos ao desembargador Alessandro sabedoria, serenidade e discernimento nessa nova missão, para que sua experiência continue contribuindo com a Justiça e com as instituições que servem à população de Roraima.", disse.
A escolha de Alessandro Tramujas ocorreu pelo Quinto Constitucional, mecanismo previsto no artigo 94 da Constituição Federal. Ele ocupa a cadeira anteriormente pertencente ao desembargador Ricardo Oliveira, que integrou a Corte por 28 anos após ingressar no Tribunal, em 1998, também pelo Quinto Constitucional. A chegada do desembargador recompõe o Tribunal Pleno e leva à segunda instância a experiência acumulada durante mais de três décadas de atuação no sistema de Justiça.
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