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O Governo de Roraima, por meio da Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) realizou nesta terça-feira (1/9) o 1º Seminário de Mudanças Climáticas: Escassez Hídrica e Incêndios Florestais. O evento reuniu gestores públicos, pesquisadores e representantes de instituições para debater as previsões do fenômeno El Niño e os sinais iniciais da estiagem no estado.
O seminário, sediado no auditório da Secretaria de Infraestrutura, contou com seis painéis temáticos. Pela manhã, foram discutidos o cenário climático de Roraima, planos de emergência para o abastecimento de água e os impactos da estiagem no setor produtivo. À tarde, os debates abordaram os desafios climáticos para a agricultura, o sistema de gestão de operações do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR) e três décadas de ações de prevenção e combate a incêndios florestais.
Wagner Severo, presidente da Femarh, alertou que o período seco já demonstra efeitos preocupantes, como a redução do nível do Rio Branco e o aumento de focos de calor.
Ações e Integração
Entre as iniciativas apresentadas no evento estão a Operação Verão Seguro, parcerias com o Governo Federal, o Monitor de Secas e medidas voltadas a propriedades rurais. O comandante-geral do CBMRR, coronel Anderson Carvalho de Matos, ressaltou a importância da integração entre as instituições para enfrentar a estiagem.
André Prado, diretor da Cooperativa Agropecuária de Roraima, enfatizou a relevância do debate para o setor produtivo.
“Do interior à capital, as mudanças climáticas influenciam no nosso dia a dia na produção de alimentos. O objetivo é procurar soluções que possam minimizar o impacto que a gente vai ter na área rural e aqui na capital”, reiterou Prado.
Gabinete de Crise
Diante dos primeiros efeitos do período seco, o Governo de Roraima anunciou que instituirá, nos próximos dias, um gabinete de crise focado no tema, com a participação de 19 órgãos estaduais.
“Esse trabalho é focado justamente em dar uma resposta à população, minimizar os impactos dessa estiagem, para que passemos por esse momento crítico sem tantos problemas”, salientou o comandante-geral do CBMRR.
Medidas em curso incluem qualificações para produtores rurais, prorrogação de contratos de brigadistas e contratação de novos profissionais, além de visitas a propriedades para orientar sobre o risco de incêndios. O monitoramento hidrológico, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), indica vazões reduzidas nos rios de Roraima. A bacia do Rio Branco apresenta situação crítica, com a redução das chuvas em 2026 atingindo 50,6% da média histórica em julho e 13,5% em agosto, enquanto as vazões monitoradas chegaram a 90% da linha inferior de permanência.
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