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Agosto é o Mês do Patrimônio Cultural, período dedicado à valorização da memória e dos bens que narram a trajetória de um povo. Em Boa Vista, a capital de Roraima, com 136 anos, esse reconhecimento ganha contornos ainda mais relevantes. A cidade preserva um conjunto significativo de edificações que testemunham sua formação, desde as primeiras ocupações até sua consolidação como centro urbano moderno.

Ao percorrer esses espaços históricos, é possível revisitar capítulos que moldaram a identidade local e reforçar o compromisso com a preservação desse legado para as futuras gerações. A seguir, conheça alguns dos prédios históricos de Boa Vista que guardam parte essencial dessa história.

Antiga sede da Fazenda Boa Vista (Restaurante Meu Cantinho)

Fundada em 1830 pelo capitão cearense Inácio Lopes de Magalhães, a Fazenda Boa Vista deu origem à atual capital de Roraima. Ao redor da fazenda, cresceu a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo em 1858, que foi elevada à categoria de Vila de Boa Vista do Rio Branco em 1887 e, posteriormente, a município em 9 de julho de 1890. Com a criação do Território Federal de Roraima em 1940, a cidade foi escolhida como capital. Atualmente, o imóvel abriga o Restaurante Meu Cantinho e foi recuperado em 1996 pelo Projeto Raízes da Prefeitura de Boa Vista. O local conta com instalações acessíveis e áreas que incluem um depósito.

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Casarão da Família Brasil (Casa Petita Brasil)

Considerado a segunda residência construída em Boa Vista, ainda na época da Vila de Boa Vista do Rio Branco, o casarão pertenceu ao coronel Bento Ferreira Marques Brasil. Localizado na atual Praça Barreto Leite, em frente à Orla Taumanan, o imóvel de estilo neoclássico teve seus materiais trazidos de Manaus por via fluvial, muitos deles originários da Europa. Em 15 de outubro de 1993, foi tombado como patrimônio histórico pela Prefeitura de Boa Vista, por meio do Decreto nº 2.614. Atualmente, é propriedade de Petita Brasil, que também é reconhecida como um dos patrimônios vivos de Boa Vista.

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Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo

Marco histórico de Boa Vista, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo é a única igreja de estilo germânico construída na Amazônia, ligada à formação social e religiosa do Vale do Rio Branco. Suas origens remontam a uma possível capela carmelita no século XVIII, consolidada no século XIX com a chegada dos franciscanos em 1856, quando foi elevada à condição de matriz. Em 1909, os beneditinos introduziram o estilo germânico, inspirado nos monges da Baviera, ampliando a estrutura e deixando uma herança arquitetônica única na região. O imóvel foi tombado como patrimônio material do município na década de 1990, no âmbito do Projeto Raízes da Prefeitura de Boa Vista.

Giro de Saia Roraimense é Patrimônio Cultural Imaterial de Boa Vista

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Prédio da Prelazia

Um dos prédios históricos mais admirados de Boa Vista, o imóvel localizado na avenida Bento Brasil, no Centro, foi construído em 1909 pela Ordem dos Beneditinos em estilo neoclássico. Serviu como residência oficial de padres e bispos durante o antigo Território do Rio Branco. Em 1944, o capitão Ene Garcez utilizou o prédio como sede do Governo, com a parte da frente destinada a atendimentos administrativos, e ao lado, funcionavam o serviço de rádio e a secretaria administrativa. O imóvel também abrigou uma escola para meninas indígenas. Tombado pela Prefeitura Municipal, por meio da Lei nº 231, de 10 de setembro de 1990, o prédio passou por restauração no início dos anos 1990. O local conta com um terraço e uma sacada.

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Casa Bandeirantes

Erguida em 1898 para abrigar a firma J. Araújo, que comercializava mantimentos entre o Província do Rio Negro e a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, a Casa Bandeirantes localiza-se no final da avenida Jaime Brasil, no cruzamento com a avenida Floriano Peixoto. Posteriormente, o imóvel foi vendido ao comerciante libanês Said Salomão e passou a se chamar Casa Bandeirante em novembro de 1928. De arquitetura colonial, foi tombado pela Prefeitura de Boa Vista em 15 de outubro de 1993. Atualmente, funciona como anexo de uma rede de lojas de varejo, com a fachada externa preservada.

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Casa das 12 Portas

Situada no cruzamento das avenidas Jaime Brasil e Bento Brasil, nº 115, no Centro de Boa Vista, a Casa das 12 Portas é um prédio comercial tombado pela Prefeitura Municipal, por meio do Decreto nº 2.614, de 15 de outubro de 1993. Desde sua construção, o imóvel mantém função comercial. Ao longo dos anos, passou por diversas reformas que modificaram seu interior e aparência original, mas as doze portas que lhe dão nome permanecem intactas na fachada. O espaço já funcionou como loja de celulares e, atualmente, abriga uma assistência técnica de produtos eletrônicos. O tombamento é um reconhecimento à sua importância histórica e cultural, com menção ao IPHAN.

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Catedral Cristo Redentor

Localizada na Praça do Centro Cívico, a Catedral Cristo Redentor é um símbolo de fé, cultura e arquitetura moderna na Amazônia. O terreno foi doado em 1962, e as obras começaram em 1967, sob a liderança do bispo Dom Servílio Conti. A inauguração ocorreu em 26 de novembro de 1972. O projeto, idealizado por engenheiros italianos, possui uma estrutura em concreto armado cujas curvas remetem à barca de São Pedro, a uma harpa e a uma maloca indígena. Internamente, o teto de madeira e a luz natural criam um ambiente acolhedor.

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