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Um adolescente de 16 anos foi apreendido nesta sexta-feira (25/9) em Boa Vista, Roraima, por suspeita de ato infracional análogo a estupro de vulnerável contra a própria irmã de 13 anos. A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia de Defesa da Infância e da Juventude (DDIJ) cumpriu o mandado de busca e apreensão com internação provisória no bairro Operário.

As investigações começaram após a irmã do adolescente relatar em ambiente escolar que sofria atos libidinosos do irmão. A DDIJ iniciou as diligências, reunindo elementos que subsidiaram a representação pela medida judicial. Os abusos teriam ocorrido de forma contínua no ambiente familiar.

Durante o cumprimento do mandado, por volta das 10h, policiais constataram que outras crianças no imóvel estavam sem o acompanhamento adequado de um responsável. A mãe havia se mudado para outro endereço com o atual companheiro, que responde a processo por suspeita de abuso envolvendo a mesma vítima. Diante da situação, a DDIJ acionou o Conselho Tutelar e a Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Boa Vista para providências.

Situação de vulnerabilidade

A Polícia Civil também identificou que o adolescente apreendido estaria envolvido com a comercialização de entorpecentes no imóvel. A atuação integrada entre os órgãos visa garantir a apuração do ato infracional e a proteção integral das crianças e adolescentes em situação de risco.

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O delegado da DDIJ, Leonardo Strunz, destacou a importância da comunicação com a rede de proteção “Nosso trabalho é interromper situações de violência e comunicar imediatamente à rede de proteção os casos de vulnerabilidade identificados. A investigação segue para responsabilização do adolescente, enquanto os demais órgãos adotam as medidas necessárias para garantir a proteção das crianças” afirmou.

Strunz reforçou a importância da participação da comunidade na denúncia de violações de direitos.

“A proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada e que informações repassadas por familiares, educadores e pela comunidade podem contribuir para a intervenção rápida das autoridades competentes”, disse.

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