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A Justiça Federal determinou a devolução de R$ 54 mil e US$ 6 mil apreendidos com o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) em 2020. A decisão, proferida pela 4ª Vara Federal de Boa Vista em 14 de agosto e divulgada nesta sexta-feira (28), ocorre após o arquivamento da investigação sobre a origem dos valores.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu pela falta de provas suficientes que indicassem a ilicitude do dinheiro ou sua conexão com os crimes investigados. Em fevereiro deste ano, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) acatou o pedido da PGR e determinou o arquivamento desta parte do inquérito. Posteriormente, o Ministério Público Federal (MPF) manifestou-se a favor da restituição, desde que não houvesse outra ordem judicial impedindo o bloqueio.

Ao autorizar a devolução, o juiz federal Victor Oliveira de Queiroz considerou a ausência de interesse na manutenção da apreensão dos valores, diante do encerramento da investigação. O dinheiro foi recolhido em 14 de outubro de 2020, durante a Operação Desvid-19, que apurava suspeitas de desvios de verbas públicas destinadas ao combate à pandemia de Covid-19 em Roraima.

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Na ocasião, policiais federais encontraram R$ 33.150 escondidos na cueca do então senador Chico Rodrigues, que exercia a função de vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado. Após a repercussão nacional do episódio, ele deixou o cargo.

Os celulares recolhidos pela Polícia Federal durante a operação, no entanto, não foram liberados. A Justiça determinou um prazo de 90 dias para que a PF conclua as perícias nos aparelhos. Chico Rodrigues disputa atualmente a reeleição ao Senado por Roraima, tendo seu filho como primeiro suplente, pelo partido do vice-presidente Geraldo Alckmin.

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