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Polícia Civil de Roraima (PCRR) por meio da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) deflagrou nesta sexta-feira (12/6) a Operação Ganesha. A ação resultou na prisão de três investigados e no esclarecimento do homicídio de José Angel Morales Labarca, de 19 anos, executado a tiros em fevereiro deste ano, em Boa Vista. O crime foi premeditado e ligado à disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas na capital.

Segundo o delegado titular da DGH, João Evangelista, a investigação reuniu provas técnicas, diligências de campo e trabalho de inteligência policial para identificar os autores, reconstruir a dinâmica da execução e esclarecer a motivação. Ao todo, foram cumpridos seis mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Boa Vista: três de prisão temporária e três de busca e apreensão nos bairros Alvorada, Nova Cidade e Caranã.

Dois dos investigados, K. M, de 23 anos, e E. N, de 25 anos, já estavam presos em decorrência de uma ação anterior da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). O terceiro alvo, A. F, de 44 anos, foi preso no bairro Bela Vista, zona Oeste de Boa Vista, por equipes da DGH.

A polícia apreendeu aparelhos celulares e um veículo VW UP, de cor preta, utilizado na ação criminosa. Os materiais serão submetidos à análise pericial.

Crime planejado

O homicídio ocorreu em 7 de fevereiro, na Avenida Manoel Felipe, no bairro Buritis. José Angel Morales Labarca foi interceptado em via pública e atingido por diversos disparos. As investigações apontaram que os autores monitoraram a vítima momentos antes do ataque, utilizando o carro de apoio.

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Conforme laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), a vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico e choque hipovolêmico. A execução está inserida em um contexto de violência associado à atuação de organizações criminosas que disputam áreas estratégicas para o tráfico de drogas em Boa Vista.

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Investigação qualificada

Um dos elementos que contribuiu para o avanço foi a apreensão da arma utilizada no homicídio durante uma operação anterior da DRE. Na ocasião, os investigados foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. A partir da análise das evidências, os policiais conseguiram estabelecer a participação dos suspeitos na execução.

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